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17 de Julho de 2014 - 06:00

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INIMIGO MEU

O atual sistema político é perverso com os candidatos ao Parlamento, pois são induzidos a uma luta fratricida, que começa logo após as convenções. Se antes da elaboração das listas dos postulantes a um mandato o adversário comum é do outro partido, depois da definição, o inimigo passa a ser o colega de partido, uma vez que somente os mais votados dentro de cada legenda serão eleitos. O coeficiente eleitoral leva a essa situação. Pelas contas iniciais, os partidos de maior porte, na disputa para uma cadeira na Câmara Federal, vão ter que redobrar seus esforços, pois trabalham com números elevados. Em conversa com lideranças de diretórios estaduais, o Painel apurou que elas consideraram que só vai se eleger quem tiver cem mil votos ou mais. Os demais - mesmo com boas votações - ficarão na suplência. Como o voto para o Legislativo (salvo o Senado) é proporcional, e não majoritário, as relações internas acabam ficando comprometidas.


Sem pretensão

O número de candidatos por Juiz de Fora (43) tanto à Câmara quanto à Assembleia foi considerado excessivo pelas lideranças, por criar mais um problema na busca pelo voto. Para uma considerável parcela, a legislação precisa refletir sobre essa questão, pois há sempre candidatos que se apresentam com outras pretensões sabendo que não irão se eleger. Alguns fazem dessa disputa apenas uma vitrine para as disputas municipais, como a de 2016, quando serão eleitos prefeitos e vereadores.


Na cidade

O petista Fernando Pimentel fará mais uma visita à Zona da Mata, a partir de hoje, quando estará em Ponte Nova e municípios de seu entorno. Amanhã, ele retorna a Juiz de Fora. De acordo com o diretório municipal, Pimentel desembarca às 9h e vai direto para a Prefeitura, onde terá um encontro com o prefeito Bruno Siqueira (PMDB). Às 11h, no Ritz Hotel, concede entrevista coletiva, indo em seguida para almoço na Fiemg. Às 18h, na sede do Sindicato dos Bancários, encontrará a militância.


Professores

Um dia após a Câmara ter aprovado o reajuste salarial para os servidores, o prefeito Bruno Siqueira aproveitou um evento público, ontem, para dizer - sem citar nomes - que alguns vereadores tentaram impedir a aprovação do artigo que prevê aumento salarial automático para os professores que receberem abaixo da Lei do Piso do Magistério. A lei aprovada estabelece índice de 6,5% e valerá para trabalhadores do magistério e do quadro do Sinserpu.


Garantias

No seu discurso, o prefeito enfatizou: "Sempre deixei claro que não ia deixar de cumprir a Lei do Piso e que ia aplicar todos os esforços para isso. O piso é como o salário mínimo. O aumento é para quem recebe o mínimo, não é um indexador para toda a categoria. Não podemos permitir que quem recebe menos seja prejudicado por qualquer motivo. Agora, fica garantido que o município nunca deixe de cumprir a lei, que é um direito dos professores".

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