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PJF retoma parceria com Exército contra a dengue


Por Kelly Diniz

29/11/2016 às 07h00- Atualizada 29/11/2016 às 19h25

dengue
Secretários Michael Guedes e Elizabeth Jucá e subsecretário de Vigilância em Saúde, Rodrigo Almeida, ressaltaram as novas medidas para combater o mosquito (Foto: Marcelo Ribeiro)

Para impedir que uma nova epidemia de dengue se instale em Juiz de Fora, a Secretaria de Saúde anunciou, na tarde desta segunda-feira (28), uma mudança na estratégia e gestão do trabalho de campo dos agentes de endemias. Esses servidores foram alocados em unidades de atenção primária à saúde (Uaps) no início do mês e estão atuando conforme o zoneamento dessas unidades. “Antes, os agentes ficavam no prédio da Vigilância Epidemiológica e saíam em mutirões para regiões que estavam programadas. Agora, todas as regiões contam com um agente diariamente. O fato de o agente estar alocado na unidade reduz o seu deslocamento e aumenta o número de visitas”, explica o subsecretário de Vigilância em Saúde, Rodrigo Almeida. Para cada mil imóveis, foi alocado um profissional. Por exemplo, se uma Uaps é referência para três mil imóveis, nessa Uaps foram lotados três agentes de endemias. A meta é que cada agente faça 20 visitas diárias. Nas áreas descobertas da Estratégia Saúde da Família (ESF), irão atuar militares do Exército. “Estamos retomando amanhã (terça-feira) a parceria com o Exército. Serão capacitados 90 militares. A parceria seguirá até abril”, completa o subsecretário.

Conforme a secretária de Saúde, Elizabeth Jucá, a mudança traz outro benefício: os agentes de endemias irão atuar em conjunto com os agentes comunitários de saúde. “Como os agentes comunitários vão muito à casa das pessoas, nessas visitas, se eles virem alguma residência com foco de dengue, eles poderão acionar o agente de endemias para ir a esse local. Os agentes comunitários também irão atuar orientando a população para tirar dez minutos por semana e combater o mosquito.”

Outra mudança foi a estratificação dos 230 pontos estratégicos existentes em Juiz de Fora. “Antes, os locais eram tratados igualitariamente. Mas não podemos tratar um depósito do Detran com 600 veículos como uma residência de um acumulador”, enfatiza Rodrigo. O subsecretário ainda informou que agora em dezembro serão retomados os mutirões de limpeza. O Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (Liraa) de janeiro terá início no dia 2 e será a base de verificação dos pontos de atuação da Secretaria de Saúde.

Começa campanha contra a doença

A Prefeitura de Juiz de Fora irá começar nesta terça-feira (29) a campanha de combate a dengue, que estará circulando pelas redes sociais, imprensa, carros da Prefeitura entre outros locais. Conforme o secretário de Comunicação, Michael Guedes, a campanha do Município será complementar à do Ministério da Saúde. “O Ministério da Saúde definiu que irá trabalhar com as consequências da doença. Então, nós vamos trabalhar com as causas. Nosso desafio será conscientizar e incentivar a participação da população.”

A campanha da PJF será baseada na informação de que 80% dos focos são encontrados dentro das residências e no fato do ciclo de vida do Aedes aegypti durar entre sete e dez dias. “Vamos trabalhar conscientizando a população de tirar dez minutos semanais para cuidar de suas casas. Esses dez minutos, em se tratando de dengue, significam salvar uma vida.” No aplicativo Colab.re, haverá uma aba específica para o cidadão denunciar possíveis focos de dengue.

Hoje também acontecerá o “Fórum Arboviroses: Aprendendo com a Epidemia de 2016”. Conforme a secretária de Saúde, Elizabeth Jucá, o objetivo será abordar a questão assistencial na rede privada e pública. Durante o evento, serão discutidos casos clínicos e os protocolos de atendimento.

Já o Zikalab se encerrou na última sexta-feira. “Foram capacitados 150 profissionais. Cada um deles assumiu o compromisso de passar o conhecimento a, pelo menos, mais seis profissionais”, informa a secretária. O Zikalab trabalhou temas relacionados ao zika vírus, como prevenção, abordagem de gestantes e de crianças que nascem com a microcefalia.

Neste ano, foram registrados até o momento 48 óbitos em decorrência da dengue, e 22.030 pessoas tiveram a doença. Também foram confirmados sete casos de febre chikungunya no município. Doze gestantes foram confirmadas com o zika, mas não há registros de nascidos com microcefalia em decorrência do vírus. Foram realizadas 37 entradas forçadas e recolhidas 760 toneladas de lixo.