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18 de maio de 2017 - 07:00

PM já utiliza arma de choque nas ruas

Pistola de emissão de impulso elétrico é considerada de menor potencial ofensivo. Segundo comando, uso do equipamento é comum em casos em que pessoa esteja violenta e já tenha agredido outras
Por Marcos Araújo e Michele Meireles

Os policiais militares de Juiz de Fora já estão usando pistola de emissão de impulso elétrico. A arma, conhecida como taser, é considerada de menor potencial ofensivo. De acordo com a Polícia Militar, o uso do novo equipamento pelos militares na cidade teve início no mês passado. A PM não informou quantos armamentos estão disponíveis e nem a marca deles, todavia confirmou que todas as companhias receberam o armamento, que funciona lançando dardos de eletrodos.

Com o disparo, é transmitida uma energia de até 50 mil volts. A pistola, que também pode ser usada como arma de contato, imobiliza o alvo e, através de descargas elétricas, faz com que o indivíduo caia no chão. “A pistola de impulso elétrico é utilizada pela Polícia Militar como equipamento de menor potencial ofensivo, ou seja, menos letal. Ela é muito boa, porque dá segurança ao policial em caso de resistência à prisão e até na investidura contra o militar sem trazer grandes traumas para o policial ou para o infrator. Esse equipamento é usado pela polícia no mundo todo, e agora contamos com ele em Juiz de Fora”, ressalta o comandante da 4ª Região de Polícia Militar (RPM), coronel Alexandre Nocelli. Segundo ele, ainda não houve ocorrência na qual tivesse a necessidade do uso do novo equipamento.

Para o assessor de comunicação organizacional da 4ª Região da Polícia Militar (RPM), major Marcellus de Castro Machado, o uso da arma é um avanço. “Este equipamento possibilita o policial militar compelir, de forma mais ativa, a ação de infratores que estão com armas não letais ou armas brancas, ou pessoas com transtorno psicológico. Estes aparelhos podem evitar o uso da arma de fogo e também propicia ao infrator ter sua integridade preservada, já que o policial não irá atirar com munição letal”, assinala major Marcellus.

Em julho de 2015, a Tribuna publicou reportagem na qual o tema foi abordado. Na época, os policiais de Juiz de Fora ainda recebiam treinamento e havia apenas 20 armas na cidade. Apesar de não confirmar a quantidade de equipamentos em uso, o comandante da 4ª RPM afirma que o número é maior. Na manhã desta quarta (17), diversos policiais que participavam de uma operação policial foram observados pela equipe da Tribuna, utilizando o equipamento.

O taser, que seria uma das marcas à disposição da PM, atua no sistema neuromuscular do indivíduo, a partir do disparo de impulsos elétricos que duram cerca de cinco segundos e podem ser repetidos. Se for utilizado dentro dos padrões técnicos, o risco de morte é mínimo.

Escala de gradação da força

O comandante da 4ª RPM, coronel Alexandre Nocelli, pontua que o uso da pistola de emissão de impulso elétrico é muito comum em casos nos quais a pessoa está violenta e já tenha causado agressão contra familiar ou numa briga na rua. “É fundamental para a imobilização, pois o policial faz a contenção e, em seguida, o uso da algema com segurança. É importante frisar que a PM atua fazendo o uso gradual da força, que começa na verbalização, passa pelo controle de contato, por equipamentos menos letais até o uso do armamento letal, que tentamos evitar ao máximo. A ideia é seguir uma escala de gradação da força, e esse equipamento é primordial neste sentido”, avalia o oficial.

Segundo ele, o aparelho está sendo utilizado pelas equipes de serviço na rua. “Ainda não temos condições de disponibilizar um para cada policial. Estão sendo distribuídos com critério para as equipes que lidam com a criminalidade mais violenta”, destaca Nocelli, acrescentando que os militares de Juiz de Fora passaram pelo curso de Treinamento Policial Básico, oferecido a todo policial a cada dois anos e com duração de uma semana. “Nele, fazemos a capacitação para o uso desse equipamento. Inclusive, tecnicamente, essas pistolas têm cartucho com alcances diferentes, além de serem auditáveis, pois é possível identificar de que arma o disparo partiu e qual policial a usava. Isso significa mais segurança.” O comandante não informou o número de policiais que passaram pela capacitação, mas disse que grande efetivo já conta com ela.

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