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9 de janeiro de 2017 - 17:54

Policial civil que atirou e matou amigo de vizinho vai responder em liberdade

Por Sandra Zanella

Atualizada às 18h09

O escrivão da Polícia Civil, 33 anos, suspeito de atirar e matar um homem de 32, na noite deste domingo (8), no Bairro Marilândia, na Cidade Alta, vai responder ao processo em liberdade. Depois do crime, o policial foi apresentado ao plantão da 1ª Delegacia Regional, em Santa Terezinha e, após realização de audiência de custódia, na tarde desta segunda, foi concedida pela Justiça a liberdade provisória ao servidor, conforme informou a assessoria de comunicação da Polícia Civil.

“As diligências prosseguem, visando à apuração completa dos fatos e suas circunstâncias”, informou a Polícia Civil em nota. A perícia realizou levantamentos, e a pistola ponto 40 usada no homicídio foi recolhida para ser submetida a exames periciais. O policial estava lotado na 3ª Delegacia, responsável pela investigação de crimes na Zona Norte de Juiz de Fora.

O caso

O homem de 32 anos morreu após ser alvejado no abdômen por um tiro disparado pelo escrivão da Polícia Civil. O crime aconteceu em um dos corredores do prédio onde o policial mora, na Rua das Esmeraldas, no Marilândia. A vítima, Fernando Silva Gomes Neto, que é de Petrópolis, estaria junto com a noiva participando de um churrasco na residência de um casal vizinho e, ao descer de sunga para buscar abacaxis no carro, se encontrou com o morador. Segundo a Polícia Civil, o escrivão relatou que, ao retornar da missa, junto com sua companheira e sua filha, se deparou nas dependências do edifício “com uma pessoa que aparentava estar embriagada, assim como apresentava-se bastante exaltada.”

Ainda conforme o relato do suspeito de atirar, “ao questionar-lhe a razão de sua permanência no prédio, buscando esclarecimentos quanto a seu nome e a que apartamento estava se dirigindo, este proferiu falas desconexas e xingamentos”. Em seguida, o morador teria se identificado como policial, com sua arma em punho, pedindo a identificação do visitante. “Neste instante, a pessoa até então desconhecida avançou contra sua pessoa, tendo a arma disparado acidentalmente, atingindo a vítima.” Ainda conforme a corporação, o próprio policial acionou o Samu para prestar socorro à vítima, que não resistiu, sendo o óbito constatado.

Logo após o disparo, a noiva da vítima chegou ao local, descendo as escadas da cobertura, assim como o casal de moradores. Eles relataram à polícia que aquela não havia sido a primeira vez em que Fernando frequentava o prédio e que nunca havia ocorrido qualquer atrito entre ele o policial.

Sepultamento

A vítima seria sepultada às 16h30 desta segunda, em Petrópolis, mas devido à demora na chegada do corpo ao município fluminense, o enterro acontece no Cemitério Municipal de Petrópolis, nesta terça-feira, às 9h. Nas redes sociais, amigos e parentes de Fernando demonstraram revolta e se disseram assustados com o crime. Eles cobram punição para o policial e descrevem Fernando como “alegre, tranquilo e amável”.

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12 comentários

  1. Edgard Ventura disse:

    E alguém esperava algo diferente? O corporativismo é forte.

  2. Julio Cesar disse:

    Se é policial e não está preparado para usar uma arma de fogo, se for julgado e absolvido passe a usar5 um canivete no bolso, sera menos perigoso.

  3. alexandre cassio disse:

    E estava vindo da missa

  4. Sérgio Garin disse:

    É complicado! As versões contadas pelo policial civil estão sendo dadas como verdadeiras, pois defunto não fala. Essa gente temos de manter distância, pois são perigosos.

  5. Maurício Lage disse:

    Essa história está mal contada. Existe somente a versão do policial. Por mais justificativas que se dê, nada justifica um assassinato. Isso mostra um policial sem preparo. O policial deve ter vindo da missa do capeta, pois uma pessoa que sai buscando paz espiritual, não volta com uma arma pronta para atirar em alguém. O nome dele também deveria ser divulgado. Se o cara não fosse policial, iria responder o processo atrás das grades.

  6. luis carlos disse:

    A arma disparou acidentalmente????
    Um policial preparado vai deixar uma arma disparar acidentalmente ?
    Salvo se ela for tauros, rsrsrs

  7. cidadão disse:

    Sr. Walter o senhor deve ser um daqueles que acredita em Papai Noel, coelhinho da Páscoa, etc. Se não concorda com os comentários expostos, faça o seu, se é que seja capaz.

  8. Dario Moraes disse:

    A auto defesa policial fica prejudicada quando se afirma que o não identificado agente escrivão, rendeu o suposto agressor e exigiu sua documentação. Quanto ao cara estar embriagado ou não, cabe saber se foi feito exame para comprovar o estado etílico do falecido acidentalmente e sepultado atrasadamente em Petrópolis, deixando certa dúvida na matéria. Pois bem quem chega de uma santa missa chega com o coração cheio de amor para dar e mostrar ao pecador o caminho do céu.. Dito isso, AMÉM!

  9. Pedro disse:

    Se o cara se dispôs a ir até o carro buscar alguma coisa, por mais que pudesse ter bebido algo por estar num churrasco, não creio que estivesse tão bebado a ponto de dizer coisas desconexas. O Tribuna faz um jornalismo bem parcial quando quer. Quando um parente meu foi vítima de assassinato, publicaram a reportagem com o nome e todos os sobrenomes. Agora, como o atirador foi um policial, nem sequer cogitam a possibilidade de dizer nome. Isso porque não há dúvida nenhuma de que foi ele mesmo.

  10. Walter disse:

    Começaram a falar os especialistas de plantão. Gente sem noção.

  11. Leo Lawall disse:

    Que jornalismo é esse que não informa o nome do policial civil?

    Tribuna virou assessoria de imprensa da Polícia Civil?

    Se não é assessoria, os manuais básicos de jornalismo mandam divulgar o nome. Simples assim!

  12. cidadão disse:

    O sujeito vai à missa e logo após dá um tiro a queima roupa em outra pessoa? Será que ele foi armado para a missa? Se o sujeito estava embriagado não haveria porquê de apontar a arma pra ele, com o preparo do policial seria fácil imobilizá-lo. Vamos ver o que a polícia vai falar agora…

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