Publicidade

15 de Janeiro de 2014 - 07:00

Por Tribuna

Compartilhar
 

Ao contrário do publicado pela Tribuna em 19 de dezembro de 2013, em matéria titulada "Atrasos atingem quatro terceirizadas", as empresas Adcon Administração e Conservação Ltda. e Terceiriza Serviços Ltda. não atrasaram o salário de seus funcionários em dezembro. Durante o protesto, convocado pelo Sindicato dos Trabalhadores de Empresas de Asseio e Conservação (Sinteac) e realizado no pórtico norte da UFJF, profissionais que prestam serviços terceirizados à universidade queixaram-se de atrasos referentes a salários, 13º e demais benefícios como vale-transporte e tíquete-alimentação. Na época, a entidade classista apontou a existência de atrasos em todas as empresas.

Nesta terça-feira (14), no entanto, o setor jurídico da Adcon negou a existência de atrasos e apresentou à Tribuna documento emitido pela universidade, afirmando não ter recebido reclamação de entidades sindicais quanto a quaisquer atrasos por parte da empresa. O presidente do Sinteac, Sérgio Félix, sustenta que a empresa, à época, tinha atrasado a segunda parcela do 13º. O gestor de contratos da Adcom, Ueslei Silva, argumenta que a Adcon recebeu reclamações isoladas de três funcionários que tinham alterado a natureza de suas contas bancárias - de conta corrente para conta salário - sem comunicar o fato à empresa, o que gerou problemas no repasse do banco. "Fora isso, desconhecemos quaisquer informações sobre atrasos."

A Terceiriza, por sua vez, afirma que enfrentou problemas com funcionários que não tinham recebido tíquete e vale-transporte, mas que os atrasos se deviam a problemas técnicos com as operadoras responsáveis por transferir os benefícios. "Em alguns casos, era problema com o próprio cartão do funcionário", argumenta o gerente de relações trabalhistas da empresa, Onofre Marçal. Ele garante, no entanto, que a Terceiriza não atrasou salários nem 13º, informação confirmada pelo Sinteac.

 

 

Funcionários da Classe A ameaçam parar atividade

Funcionários de outra empresa que presta serviços terceirizados à UFJF, a Classe A Service Ltda., continuam convivendo com problemas no recebimento dos salários. Após receberem os vencimentos de dezembro muito após o quinto dia útil, os profissionais queixam-se, este mês, de novo atraso no pagamento. Os trabalhadores afirmam que estavam sem o pagamento até esta terça e ameaçavam, segundo o Sinteac, paralisar as atividades e entrar com processo na Justiça do Trabalho.

De acordo com o presidente do Sinteac, Sérgio Félix, a entidade já enviou ofício ao pró-reitor de Planejamento e Gestão da UFJF, Alexandre Zanini, no qual comunica que o não pagamento dos salários até esta quarta implicará paralisação dos profissionais, por tempo indeterminado. "Os trabalhadores estarão parados até que haja o pagamento", afirma Sérgio.

Procurada pela Tribuna, a empresa afirma que, ao contrário do que ocorreu no mês passado, desta vez, o atraso não se deve a problemas com o repasse financeiro da UFJF. Na ocasião, a Classe A alegava não ter recebido o dinheiro da universidade. Agora, ela argumenta que a inadimplência de outras contratantes prejudicou seu capital de giro, o que causou as dificuldades no acerto com funcionários. No entanto, o procurador jurídico da Classe A, Cairo Manuel de Oliveira, garante que nesta quarta a situação estará normalizada. "Compreendemos a situação dos profissionais e temos ciência da qualidade dos serviços prestados. Vamos acertar tudo amanhã (quarta)."

Publicidade

Publicidade

Mais comentários

Ainda não é assinante?

Compartilhe

Publicidade

Encontre um tema na

Pesquisa

Edição impressa

Enquete

Você está fazendo pesquisa de preços para controlar o orçamento?