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01 de Abril de 2014 - 20:54

Por Tribuna

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Manifestantes simulam afogamento de militante
Manifestantes simulam afogamento de militante

A Rua Halfeld, no Centro de Juiz de Fora, recebeu nesta terça-feira (1º) o principal ato, organizado por entidades de esquerda, de repúdio dos 21 anos de regime militar. O evento, caracterizado pelos organizadores como ato de "descomemoração", reuniu, a partir das 17h, cerca de cem manifestantes de diversas entidades e partidos, além de sindicatos, movimentos sociais e da juventude. Durante mais de duas horas, os participantes entoaram gritos de ordem, cantaram canções de crítica à ditadura e fizeram a representação fictícia da prisão e tortura de uma militante. Também houve a apresentação de um boi-bumbá, adereçado com fotos de desaparecidos e mortos durante o Governo militar. O evento fez parte do "Circuito 1964: história, memória, cultura e resistência".

No seu auge, o ato público chegou a reunir aproximadamente 300 pessoas, entre os militantes e o público que se juntou à manifestação. Por volta das 18h30, o grupo que se reuniu em frente ao Banco do Brasil desceu a Halfeld e seguiu pela Avenida Getúlio Vargas. Na avenida, ao passar diante da antiga sede do Dops, onde hoje funciona a agência da Caixa Econômica Federal, os manifestantes gritaram nomes conhecidos de mortos pela ditadura, como Rubens Paiva e Wladimir Herzog. A passeata terminou na Praça Antônio Carlos. Segundo Elenita de Paulo, uma das organizadoras do evento, o objetivo do encontro foi não permitir que os anos em que o Brasil foi privado da democracia caiam no esquecimento. "Não se pode esquecer os 21 anos de Governo militar. É preciso lembrar o que aconteceu e permitir que muita gente, que não sabe desta parte da história, passe a saber."

Durante o evento, os diversos grupos presentes lembraram momentos vividos durante o regime militar. Os membros do Partido Comunista Brasileiro (PCB) levaram cartazes com nomes dos membros do partido mortos pela ditadura. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) recordou os mais de mil camponeses assassinados no período. Lideranças do Partido dos Trabalhadores (PT) e do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) pediram a apuração, pelo Congresso Nacional e pela Câmara Municipal, dos crimes cometidos pelos militares. Os movimentos da juventude, como a União Nacional dos Estudantes (UNE), a Assembleia Nacional dos Estudantes Livre (Anel) e o Levante da Juventude, pediram melhorias em educação, transportes e outros serviços públicos, argumentando que muitas deficiências nestes serviços são herança do Governo militar.

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