O prefeito Bruno Siqueira (PMDB) exonerou 590 servidores em cargos de comissão na administração direta e indireta. As portarias com as exonerações foram publicadas na edição desta quarta-feira (2) dos Atos do Governo. Outros 67 funcionários em função gratificada na Secretaria de Administração e Recursos Humanos (SARH) também foram destituídos. Novas demissões devem acontecer nos próximos dias. Por outro lado, ainda não há previsão em relação à reposição de pessoal para as vagas abertas. Até agora, foram nomeados apenas 56 novos titulares para funções comissionadas, além dos secretários. O prefeito espera uma resposta do secretário da Fazenda, Fúlvio Piccinini, sobre a saúde financeira do município para saber se serão necessárias medidas mais severas de contenção de gastos, que podem implicar em redução de cargos.
Mesmo ainda sem um diagnóstico preciso das contas públicas municipais, o prefeito e sua equipe foram alertados para dificuldades para 2013. Durante a primeira reunião de trabalho do Governo, a secretária de Planejamento e Desenvolvimento Econômico, Elizabeth Jucá, que é servidora efetiva da Prefeitura, antecipou ser difícil passar os próximos meses sem segurar despesas em quase todas as áreas. A questão dos comissionados, no entanto, não esteve em pauta. Das funções dessa natureza, aquela com maior salário é a de subsecretário, que recebe hoje R$ 8.279,40 mensais. Ao todo, foram exonerados até agora 25. Em seguida vêm os coordenadores de projeto, com rendimentos mensais de R$ 5.528,82. Devido ao grande número de cargos, no entanto, a conta maior fica com os chefes de departamentos. Cada um dos 103 dispensados até agora possui salário de R$ 4.526,52. Fechando o segundo escalão ainda há a figura do assessor com vencimento de R$ 4.076,65.
Entre as nomeações publicadas ontem, há quatro subsecretários, 12 chefes de departamentos e quatro assessores, além de auxiliares e assistentes executivos. Na administração indireta, apenas o Demlurb teve comissionados nomeados, em um total de dez. O mesmo procedimento deve ser adotado em outros setores considerados essenciais por não poderem ter suas atividades interrompidas. A maioria das novas nomeações, no entanto, devem acontecer após análise da Fazenda. Como estão em jogo cargos de segundo e terceiro escalões, o critério de indicação político-partidária acaba pesando em muitos casos. Mesmo assim, por orientação do prefeito, a conjunção entre o perfil político e técnico deve prevalecer. Nos casos da Emcasa, Empav e da Cesama, as contratações são publicadas de forma diferenciada por ser tratarem as duas primeiras de empresas e a última de uma companhia.
Prefeito almoça em Restaurante Popular
Cumprindo a promessa de não esquentar a cadeira do gabinete do prefeito, Bruno Siqueira foi para rua na manhã desta quarta-feira com os secretários de Assistência Social, Flávio Cheker, e Agropecuária e Abastecimento, Marlon Martins Siqueira. Os três almoçaram no Restaurante Popular, onde aprovaram o cardápio e se comprometeram a solucionar o problema de ventilação no local. Antes, Marlon havia visitado a feira livre no Bairro São Mateus. Os dois casos devem servir de exemplo para o restante do secretariado. No seu discurso de posse, o prefeito afirmou que "lugar de prefeito é na rua, ouvindo as necessidades da população, cobrando e fiscalizando o resultado das obras, trabalhando junto com os trabalhadores."
Também no seu pronunciamento como chefe do Executivo, Bruno comprometeu-se a buscar recursos nos gabinetes de ministros e secretários de estado, que, segundo ele, devem ser, de fato, o gabinete do prefeito. "O prefeito deve estar no gabinete do ministro, que pode liberar a obra estruturante, e - por que não - na sala de espera da Presidência da República, que deve saber e ser lembrada sempre da importância de Juiz de Fora para Minas e para o país." Por enquanto, ele não antecipou a quem fará sua primeira visita, se ao Palácio Tiradentes ou ao Palácio do Planalto. Certo, entretanto, é que ele pretende estreitar relações com Belo Horizonte e Brasília para conseguir viabilizar a execução das obras viárias, do Hospital de Urgência e Emergência e do projeto de despoluição do Rio Paraibuna.




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