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11 de Junho de 2014 - 22:39

Por Tribuna

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Ato foi realizado na tarde desta quarta-feira pelos docentes em frente ao Palácio Barbosa Lima
Ato foi realizado na tarde desta quarta-feira pelos docentes em frente ao Palácio Barbosa Lima

A articulação com a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), prometida pelo Legislativo na última terça-feira, em razão das reivindicações dos servidores do magistério municipal, em greve há 23 dias, resultou em uma reunião marcada para a próxima segunda-feira (16), entre a Comissão de Educação da Câmara - e demais vereadores - e o prefeito Bruno Siqueira (PMDB). A informação foi dada pelo presidente da Câmara, Julio Gasparette (PMDB), durante o breve ato realizado na tarde desta quarta-feira pelos docentes em frente ao Palácio Barbosa Lima. O grupo se dirigiu ao local após realização de mais uma assembleia que, mesmo sem nova proposta apresentada pelo Executivo, votou pela permanência da paralisação e pela cobrança desta conversa.

Gasparette disse aos grevistas que a reunião foi marcada na manhã desta quarta-feia, pois o prefeito não estava na cidade na terça. "Realizamos várias ligações, mas ele não pode nos atender por estar em Brasília. Só conseguimos conversar com ele pela manhã", informou o parlamentar, adiantando que o encontro se dará apenas entre os vereadores e a Administração e, após o fim da mesma, entrará em contato com o Sindicato dos Professores (Sinpro-JF) para passar o resultado.

A categoria reivindica, agora, a forma de pagamento da diferença de 1,82%, referente ao aumento de 8,32% aplicado pelo Ministério da Educação ao piso nacional, e o estudo para viabilizar a redução da carga horária para 30 horas semanais dos secretários escolares. Nota enviada nesta quarta pela Prefeitura reafirma que tudo que pôde ser concedido foi apresentado nas mesas de negociação, mantendo o reajuste salarial de 6,5% para todos os servidores. O Sinpro-JF realiza uma nova assembleia na segunda-feira, às 15h, no Ritz Hotel.

Na tarde desta quarta, Secretaria de Educação (SE) se reuniu com Conselho Municipal de Educação para informar que não haverá prejuízos ao processo de aprendizagem dos estudantes em função da greve. A reposição dos dias paralisados será fiscalizada pela instituição, como forma de garantir o cumprimento da carga horária obrigatória de 200 dias letivos e de 800 horas. A reunião definiu, ainda, que sábados não letivos e dias de recessos poderão ser utilizados para compensação dos dias. A Prefeitura ainda disse que, segundo o levantamento da SE, mais de 40% dos profissionais já retornaram às salas de aula. Para o Sinpro-JF, 78% da categoria está parada na cidade.

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