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10 de Janeiro de 2014 - 07:00

Por Tribuna

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Lembrando os 50 anos do Golpe Militar de 1964, que serão completados no próximo dia 1º de abril, a Câmara Municipal anunciou ontem, durante sessão ordinária, a formação da Comissão Parlamentar Especial Memória, Verdade e Justiça, que vai investigar a cassação dos vereadores Francisco de Afonso Pinheiro, Peralva de Miranda Delgado, Jair Reihn e Nery de Mendonça. Os quatro eram filiados ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), do ex-presidente João Goulart, que perdeu o mandato para que fosse instaurado o regime de exceção comandado pelo marechal Humberto de Alencar Castelo Branco.

A pasta será formada pelos vereadores Roberto Cupolillo (Betão, PT), Jucelio Maria (PSB), José Marcio (PV) e Rodrigo Mattos (PSDB), mesma equipe que integra a Comissão de Direitos Humanos. O objetivo é resgatar o máximo de informações sobre as circunstâncias em que se deu as perdas de mandato, para apresentá-las em audiência pública. O que se sabe, até agora, é que Nery e Peralva eram advogados, Francisco, eletricista, e Jair Rhein era operário do setor de tecelagem, os quatro sem envolvimento aparente com a ideologia comunista.

Segundo Betão, este é um primeiro passo para que seja iniciada uma busca pelas informações sobre os crimes cometidos pelo Estado, durante o Regime Militar, na região de Juiz de Fora. "Esta região é de onde partiu o Golpe, era à época militarizada, cheia de quartéis, o que aumenta as chances de que crimes tenham sido cometidos aqui", disse o petista. A comissão formada ontem, no entanto, não vai tratar deste assunto.

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