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17 de Julho de 2014 - 06:00

Parlamentares terão que conciliar viagens e campanha eleitoral com trabalho legislativo em comissões

Por RENATO SALLES* * Colaborou Nathani Paiva

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A campanha eleitoral começou oficialmente há apenas dez dias e já está mexendo com o cenário político. Na última terça-feira, lideranças do Congresso acordaram o chamado "recesso branco", o que deve suspender as votações até o mês que vem. A manobra agrada àqueles que irão disputar as eleições de outubro. Entretanto, vai de encontro à Constituição que prevê que o recesso de julho só deveria ocorrer após a apreciação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2015, o que ficará para agosto. No mesmo dia, a Câmara Municipal colocou ponto final no período legislativo deste mês e iniciou um recesso de 30 dias. Ao contrário do cenário nacional, o hiato no Legislativo municipal segue regimento interno e ocorre anualmente. A brecha regimental, entretanto, também deve ser utilizada pelos seis vereadores que pretendem disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para intensificar suas campanhas.

Apesar de admitir a realização de viagens nas próximas semanas, o grupo rechaça a possibilidade de um parlamento esvaziado até a segunda quinzena de agosto, quando serão retomadas as reuniões ordinárias. A principal matéria a ser apreciada em comissões durante esse período é a LDO do município. Ausências por motivos de campanha, entretanto, não podem ser descartadas. Para amealhar as dezenas de milhares de votos necessários a uma cadeira no legislativo estadual, os vereadores candidatos precisarão gastar muita sola de sapato no corpo a corpo com os eleitores de Juiz de Fora e região. Neste cenário, seis vereadores - quase um terço da atual Legislatura - não deverão medir esforços para equilibrar suas rotinas parlamentares e suas agendas como candidato. A lista de postulantes à ALMG entre os parlamentares municipais traz Isauro Calais (PMN), Luiz Otávio Coelho (Pardal, PTC), Noraldino Júnior (PSC), Roberto Cupolillo (Betão, PT), Wanderson Castelar (PT) e Vagner de Oliveira (PR) - a candidatura deste último ainda não foi confirmada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

 

Não é novidade

A experiência, entretanto, não deve ser novidade para nenhum deles. Integrantes da Legislatura 2009-2012, Isauro, Noraldino e Castelar disputaram as eleições proporcionais em 2010. Da mesma forma, Pardal e Betão também já vivenciaram situações semelhantes ao disputarem a reeleição para Câmara. Assim como Vagner já fez campanha por um segundo mandato no Executivo de Chácara, enquanto ocupava o cargo máximo do município vizinho a Juiz de Fora. Apesar da experiência, os candidatos admitem que os próximos meses exigirão uma dedicação maior para que os trabalhos legislativos não sejam comprometidos.

A promessa é de que nem as sessões ou as atividades parlamentares serão deixadas de lado. Tanto que, em quase todos os casos, todos optaram por permanecer nas comissões das quais são integrantes. A exceção foi Isauro, que deve se afastar da presidência da Comissão Defesa dos Direitos dos Idosos durante o período eleitoral, deixando as avaliações de possíveis projetos sob a responsabilidade de Rodrigo Mattos (PSDB), vice-presidente do grupo. Isauro, entretanto, permanece como membro das comissões Finanças, Orçamento e Fiscalização Financeira; e como suplente nas de Participação Popular e Legislação Participativa e Ética e Decoro Parlamentar.

 

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