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10 de Abril de 2014 - 07:00

Por Tribuna

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A greve dos servidores da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), que completa 24 dias nesta quarta-feira (9), traz um cenário de dúvidas acerca da sucessão do reitor Henrique Duque. De responsabilidade das entidades que representam docentes, discentes e servidores da instituição, a comissão eleitoral responsável pelo processo trabalha para definir a metodologia do pleito, que segue sem data para ser realizado.

"A comissão está instaurada e é composta por representantes das entidades que representam os três segmentos da comunidade acadêmica - Associação de Docentes de Ensino Superior de Juiz de Fora (Apes), Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições Federais (Sintufejuf) e Diretório Central dos Estudantes (DCE). Estamos na etapa de elaboração do regimento da comissão e do regimento eleitoral, pelo qual será definido o calendário", explica Joacir de Melo, presidente da comissão, ligado a Apes.

Apesar de os trabalhos já terem sido iniciados, representantes do Sintufejuf defendem que o pleito não seja realizado enquanto os servidores da instituição estiverem em greve. Neste cenário, há o temor de que o processo - desde as eleições até os trâmites necessários para que o Conselho Superior (Consu) da UFJF encaminhe a lista tríplice com os nomes dos vencedores ao Ministério da Educação (MEC) - não possa ser finalizado em tempo suficiente para que o reitor eleito assuma tão logo o mandato de Duque se encerre, no final de agosto.

Caso os prazos não possam ser cumpridos, a decisão sobre quem assumirá o comando da instituição a partir de setembro poderá ficar a cargo do MEC, que poderia, até mesmo, optar pela prorrogação do mandato de Duque. Segundo a Secretaria de Comunicação da UFJF, em fevereiro, o Consu reiterou o objetivo de respeitar os nomes indicados pela comunidade acadêmica, por meio de consulta realizada pela comissão eleitoral, para a elaboração da lista tríplice. O entendimento segue o adotado nos últimos pleitos, já que o regimento da universidade não prevê eleição direta para o cargo de reitor.

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