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05 de Junho de 2014 - 07:00

Negociação entre servidores e Prefeitura continua; docentes votaram por continuação do documento

Por Tribuna

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Professores fizeram passeata no Centro nesta quarta
Professores fizeram passeata no Centro nesta quarta

Funcionários da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) vinculados ao Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserpu) podem paralisar atividades a partir de terça-feira, devido à falta de acerto na negociação salarial com o Executivo. O aumento oferecido pela Administração é refutado pela categoria, que pede compensação de perdas salariais recentes e ganho real, além da recomposição inflacionária. Com a possibilidade de os servidores cruzarem os braços, a PJF pode ter que enfrentar a interrupção de atividades de novas categorias, uma vez que há mais de dez dias já convive com a greve dos professores. O quadro total de servidores municipais na cidade soma quase 16 mil trabalhadores. Segundo a PJF, um novo encontro será agendado e a Administração está determinada a continuar a negociação com todos os servidores.

Nesta terça-feira , o Sinserpu se reuniu em assembleia para debater a negociação com a PJF, realizada no dia anterior. A proposta foi recusada na própria mesa de negociação, visto que os trabalhadores pedem 10% de aumento referentes às perdas salariais sofridas pela classe nos últimos dois anos, além de recomposição inflacionária de 6,31% e 5% de ganho real. A Prefeitura, por sua vez, oferece aos profissionais 5,5% de aumento retroativos a maio deste ano, que seriam pagos após o fechamento do acordo e a aprovação do reajuste pela Câmara Municipal. Em novembro, a Administração incorporaria mais 1% aos vencimentos, completando o reajuste acima da inflação.

Nova assembleia do Sinserpu será realizada na terça-feira, às 18h, na Sociedade de Medicina, quando a categoria vota o indicativo de paralisação. Segundo o presidente do Sinserpu, Amarildo Romanazzi, os trabalhadores reivindicam junto à PJF nova reunião, para que haja avanço nas negociações. Caso não haja novo encontro, a categoria deve parar. "Se a negociação não avançar, será votado o indicativo de paralisação. Ontem, em reunião, ficou claro o desejo de não abrir mão dos reajustes pedidos." Segundo a direção de comunicação do sindicato, no entanto, chance de que a eventual paralisação logre alta adesão é pequena, dada a quantidade de trabalhadores comissionados, temporários e terceirizados, que podem não participar do movimento.

Ainda na tarde de ontem, o professores da rede municipal tornaram a rejeitar a contraproposta oferecida pela PJF e decidiram manter por tempo indeterminado a greve deflagrada pela categoria no dia 21 de maio. A decisão aconteceu durante assembleia realizada na Sociedade de Medicina. Até esta quarta-feira (4), segundo o Sindicato dos Professores de Juiz de Fora (Sinpro-JF), 84% da categoria estava paralisada. Eles cobram da Administração o reajuste de 8,32%, correspondente à atualização nacional do piso salarial, feita pelo Ministério da Educação (MEC), além do pagamento de R$ 1.657,42 para todos os docentes que trabalham até 40 horas semanais. No entanto, a PJF entende que, como seu quadro trabalha 20 horas por semana, deve pagar o valor proporcional do piso. Tal entendimento é refutado pela categoria, mas endossado pela Justiça.

Entre a tarde de terça-feira e a manhã desta quarta, a Prefeitura se reuniu com o Sinpro-JF para apresentar respostas a todos os itens inclusos na pauta de reivindicações. O documento foi lido durante a assembleia. A PJF oferece nova forma de pagamento do índice anteriormente apresentado, de 6,42%. O valor apurado entre os meses de janeiro e abril de 2014 seria pago como forma de abono, em parcela única, em agosto. O mesmo índice passaria a ser incorporado aos vencimentos a partir de maio. Já em novembro, seria paga a diferença para se obter o 6,5%, mesmo percentual apresentado a todos os servidores da PJF.

Segundo a coordenadora geral do Sinpro-JF, Aparecida de Oliveira Pinto, o comando de greve julgou a proposta como insuficiente. "O conjunto de propostas precisa ser discutido, sobretudo quanto à redução da carga horária dos secretários escolares. Não podemos deixar de pontuar que notamos uma mudança de postura da Prefeitura". Durante a reunião, a coordenadora sinalizou a possibilidade de unificar as lutas dos professores e dos funcionários da Prefeitura. "Os servidores do município estão insatisfeitos."

Na sexta, os docentes voltam a se reunir em assembleia na Sociedade de Medicina. Em nota, a secretária de Administração e Recursos Humanos, Andréia Madeira Goreske, reiterou o compromisso da PJF com todas as categorias, além de destacar as vantagens já concedidas para a classe desde 2013.

 

Passeata no Centro

Após a assembleia, às 17h, os professores saíram em passeata pelas ruas do Centro. A categoria se dirigiu até a Praça da Estação, quando encerrou o ato 40 minutos depois. Segundo a Polícia Militar, cerca de 400 pessoas participaram da manifestação. Durante a sua realização, o trânsito apresentou três pontos de retenção: Avenida Getúlio Vargas (na conversão entre as ruas Batista de Oliveira e Marechal Deodoro), a parte baixa da Marechal, e a Avenida Francisco Bernardino. O fluxo de veículos ficou paralisado apenas no momento em que o grupo se deslocava, voltando à normalidade na sequência.

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