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16 de Junho de 2014 - 22:25

Por Tribuna

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Docentes seguiram em manifestação pela Avenida Rio Branco até a Câmara Municipal
Docentes seguiram em manifestação pela Avenida Rio Branco até a Câmara Municipal

A negociação salarial entre a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) e os servidores do magistério municipal chegou a um impasse, fazendo com que a greve dos professores e secretários escolares se aproxime dos 30 dias de paralisação na cidade. Cumprindo a promessa feita aos docentes pelo presidente da Câmara Municipal, Julio Gasparette (PMDB), a Comissão de Educação da Casa, juntamente com demais vereadores, se reuniram nesta segunda-feira (16), pela manhã, com o Executivo, a fim de tentar mediar um novo acordo para a categoria. No encontro, o prefeito Bruno Siqueira (PMDB) apresentou aos presentes uma nova proposta para a aplicação do índice requerido - 8,32% - a ser direcionado aos professores regentes A1 (PRA-1), sob a justificativa de contemplar a classe do magistério que recebe um salário menor, além de ter mantido o índice único de 6,5% para todos os demais trabalhadores.

A proposta, porém, não foi bem recebida pelos professores. Durante assembleia realizada na tarde desta segunda, no Ritz Hotel, a categoria votou a favor da permanência da greve, argumentando que índices diferentes servem para "quebrar" a carreira do magistério. "Voltamos ao início das negociações, quando o reajuste iria contemplar apenas uma parcela da categoria. Chegamos a um ponto em que nenhuma parte quer ceder", pontuou a coordenadora geral do Sindicato dos Professores de Juiz de Fora (Sinpro-JF), Aparecida de Oliveira Pinto. Sem dar detalhes, ela informou que o comando de greve adotará nesta quarta uma nova estratégia para definir os rumos do movimento. Após a assembleia, cerca de 500 docentes, segundo a Polícia Militar (PM), seguiram em manifestação pela Avenida Rio Branco até a Câmara Municipal.

Para a PJF, a nova proposta não representa "quebra" de carreira, uma vez que os profissionais que se encaixam nesta faixa são professores temporários, que não estão inclusos no quadro de servidores. A Administração ainda destacou que o orçamento da educação previsto para 2014 é de R$ 243 milhões, sendo que R$ 212 milhões - equivalentes a 87,25% - são destinados aos gastos com salário de pessoal, um aumento de 22,5% em comparação com o previsto para o ano anterior. Os números, segundo o Executivo, têm como base um reajuste de 5,5%, com o índice em 6,5%, os valores serão ainda maiores. "Trabalhamos com limites orçamentários e financeiros", disse a secretária de Administração e Recursos Humanos, Andréia Goreske. A titular explicou que o valor disposto na Lei do Piso precisa ser visto como um valor nominal, e não como um indexador. "A Prefeitura cumpre a Lei do Piso e já instituiu a redução de um terço da jornada extraclasse. Queremos o fim da greve, pois quem paga por isso é o cidadão e seus filhos, que estão sem aulas."

Os servidores do magistério reivindicam reajuste de 8,32%, com base no percentual aplicado pelo Ministério da Educação (MEC) ao piso nacional. Os docentes querem a aplicação do índice para toda a categoria. Além disso, pedem a redução da carga horária dos secretários escolares.

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