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03 de Abril de 2014 - 07:00

Grupo terá 180 dias, prorrogáveis por igual período, para esclarecer casos de violações dos direitos humanos durante a ditadura em JF

Por Tribuna

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O prefeito Bruno Siqueira (PMDB) assinou na tarde desta quarta-feira (2) o decreto que regulamenta a legislação que institui a Comissão Municipal da Verdade em Juiz de Fora. Em evento realizado no Hotel Green Hill, os nomes dos sete integrantes da comissão foram oficializados (ver arte). Após a nomeação, ainda no local, o grupo fez uma breve discussão e definiu que a primeira reunião oficial acontece na tarde desta sexta-feira, na Secretaria de Desenvolvimento Social. No encontro, deverão ser definidas os responsáveis pela presidência, relatoria e a metodologia dos trabalhos da comissão, que tem o objetivo de esclarecer casos de violações dos direitos humanos ocorridos durante o período da ditadura militar em Juiz de Fora, entre 1964 e 1985.

"Não será o espírito de revanchismo que irá nos mover, mas o espírito de trazer estes fatos à luz para honrar o tripé da memória, da verdade e da Justiça", afirmou o secretário de Desenvolvimento Social Flávio Cheker, que irá representar o Executivo na comissão. Ao lado do ex-vereador e atual secretário de Esporte e Lazer Francisco Canalli e do vereador Rodrigo Mattos (PSDB), também presentes ao evento, Cheker é autor da lei que instituiu a criação da Comissão Municipal da Verdade, promulgada em 6 de agosto de 2012. Apesar de a regulamentação da legislação ter ocorrido mais um ano e meio após a sua publicação, os integrantes do grupo consideram que a oficialização ocorre em momento oportuno, em sintonia com as discussões acerca dos 50 anos do Golpe Militar.

Ao contrário do anunciado inicialmente, Celso de Castro Matias Neto, um dos fundadores do Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Juiz de Fora não irá integrar a comissão. Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Social, sua ausência foi uma opção pessoal. Assim, ele foi substituído pelo jornalista Wilson Cid. Ele testemunhou o regime militar na cidade, desde a ação militar comandada pelo general Olympio Mourão Filho, que marchou com suas tropas de Juiz de Fora até o Rio de Janeiro. A movimentação culminou com a deposição do presidente João Goulart em abril de 1964. O grupo terá, a partir desta terça, 180 dias para conclusão dos trabalhos, prorrogáveis pelo mesmo período para apresentação dos resultados.

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