Os professores municipais vão manter a redução de cinco minutos a cada módulo/aula até a próxima quarta-feira, quando a categoria realiza uma nova assembleia com paralisação de suas atividades. O Sindicato dos Professores (Sinpro) avalia de forma positiva a estratégia adotada desde a última terça-feira, em mais uma tentativa de forçar a Prefeitura a adequar a jornada de trabalhos dos docentes à Lei do Piso, que determina que um terço da carga horária destes profissionais seja destinados à atividades extraclasse.
"Todas as escolas conseguiram adequar suas grades à redução. A adesão foi geral. Sabemos que os alunos podem ser prejudicados, e esta é uma responsabilidade da Prefeitura já que estamos amparados por uma legislação nacional", explica o presidente do Sinpro, Flávio Bitarello. Os docentes lamentam apenas que o principal intuito da adoção da tática, que era forçar o Executivo a antecipar a rodada de negociação agendada para a próxima terça-feira, não foi alcançada por incompatibilidade de agendas entre os secretários municipais que estarão presentes ao encontro.
A assessoria da Secretaria de Educação informou que não tem um levantamento detalhado sobre o impacto da redução da carga horária, que, na maioria dos casos, chega a 25 minutos diários por turno, pelo fato de a última semana ter sido conturbada, com muitos imprevistos observados nas escolas por conta da greve do sistema de transporte coletivo urbano. A pasta reforçou a disposição do Executivo em manter um diálogo aberto para solucionar o impasse e lembrou a proposta de adequar a carga horária da categoria à Lei do Piso a partir de janeiro de 2014.




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