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04 de Junho de 2014 - 07:00

Por Tribuna

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A defesa do advogado e ex-vereador Josemar da Silva (1997-2000), preso na tarde de segunda-feira, afirmou nesta terça-feira (3) à Tribuna ter sido tomada de surpresa pela prisão do ex-parlamentar. O advogado Fabrício de Carvalho Rocha afirmou que, por enquanto, o caso está sendo estudado, devendo se manifestar oportunamente. A prisão de Josemar estaria relacionada a falsidades documentais na constituição de empresas participantes de licitações públicas. Algumas dessas firmas teriam, nos últimos anos, sofrido constantes alterações no quadro societário e nos endereços. As mudanças dificultaram a cobrança de tributos federais, resultando em fraude contra a União. O ex-parlamentar é mantido em cela especial no Ceresp e poderá recorrer da prisão junto ao Tribunal Regional Federal, em Brasília, ou entrar com pedido de reconsideração da decisão na 3ª Vara Federal.

Josemar, que também já atuou como superintendente da Amac, foi preso pela Polícia Federal (PF), no Rio de Janeiro, com mandado de prisão preventiva, expedido pelo juiz da 3ª Vara Federal, Bruno Savino. Em virtude do sigilo sob o qual corre o processo, o juiz não forneceu informações. Nesta terça, o diretor geral do Ceresp, Giovane de Moraes Gomes, informou que o ex-parlamentar está preso com outros quatro detentos, "de forma adequada às normas do sistema prisional". Disse ainda que ele está sendo mantido como um preso comum, resguardados seus direitos de pessoa com nível superior de escolaridade.

Em 2011, Josemar da Silva foi detido em virtude de fraudes em licitações públicas constituídas em nomes de intermediários, os chamados "laranjas". Em 2013, Josemar foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) por suposto envolvimento em esquema de fraude envolvendo licitações promovidas por órgãos públicos federais, entre eles a Receita Federal, o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, Ministério da Integração Nacional, Supremo Tribunal Federal (STF) e até o Tribunal de Contas da União (TCU). Recentemente, Josemar foi condenado por sonegação fiscal, mas a prisão dele não está ligada à esta sentença condenatória.

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