Publicidade

26 de Junho de 2014 - 06:00

Por Tribuna

Compartilhar
 

Brasília (AE) - A presidente Dilma Rousseff cobrou ontem "lealdade" dos aliados para uma campanha "que exigirá muito" neste ano. Em discurso na convenção do PSD que selou o apoio à sua reeleição, ela declarou: "Engana-se quem defende a tese de que não há compatibilidade entre a lealdade a política. Tem uma espécie de esperteza que tem vida curta. A política que aprendi a praticar ao longo da minha vida desde a minha juventude, que me levou inclusive à prisão, ela implica em construir relações que sejam baseadas, como disse muito bem Guilherme Afif Domingos, não em conveniências, mas em convicções", disse a presidente.

Além do PSD, o PP também oficializou o apoio a Dilma. Mas ela não compareceu ao evento para evitar constrangimentos, uma vez que segmentos do partido defendem a aliança com o senador Aécio Neves (PSDB-MG). O apoio do PSD deve acrescentar cerca de três minutos e o do PP aproximadamente 1m20s no tempo de TV da campanha petista. No entanto, o apoio não será pleno nos

estados: as duas siglas liberaram os diretórios estaduais para definirem suas coligações.

Foi a condição que ambas encontraram para dar o tempo de TV ao PT. Ainda assim, houve polêmica. A convenção do PP teve tumulto, rebelião de dissidentes e deliberação da Executiva Nacional "à toque de caixa". O encontro foi marcada por discursos contrários à manutenção da aliança com o PT e à favor da neutralidade do partido. Entre palmas e vaias, coube ao deputado federal e ex-ministro Aguinaldo Ribeiro (PB) rebater os dissidentes com o argumento de que o PP comanda o Ministério das Cidades há quase dez anos e que não poderiam se comportar agora de maneira "oportunista".

Brasília (AE) - Após pressões do PR, a presidente Dilma Rousseff cedeu e aceitou tirar César Borges do Ministério dos Transportes. Depois de ser minado pela cúpula do partido aliado - que embora já tenha realizado sua convenção nacional ainda não oficializou apoio a Dilma - Borges foi deslocado pela presidente para a Secretaria dos Portos, até então ocupada por Antonio Henrique Pinheiro. Pinheiro permanece na Pasta como secretário executivo. Borges esteve reunido ontem com a presidente Dilma no Palácio do Alvorada, mas não falou com a imprensa. A cúpula do PR reclamava que César Borges não representava os interesses do partido. Para o lugar de Borges, a presidente acertou o retorno para os Transportes de Paulo Sérgio Passos, que já ocupou o cargo.

Publicidade

Publicidade

Mais comentários

Ainda não é assinante?

Compartilhe

Publicidade

Encontre um tema na

Pesquisa

Edição impressa

Enquete

Você acha que o Governo federal deve refinanciar as dívidas dos clubes de futebol?