Publicidade

04 de Maio de 2014 - 06:00

Por Tribuna

Compartilhar
 

São Paulo (AE) - A campanha eleitoral ainda não começou oficialmente, mas na internet a disputa entre os concorrentes à Presidência da República mais bem pontuados nas pesquisas de intenção de voto - Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) - já está bastante acirrada.

Com uma estratégia mais agressiva, o PT vem colocando os correligionários em campo para garimpar tudo o que pode ser usado contra os adversários, sobretudo os tucanos. Recentemente, utilizaram uma declaração dada pelo ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, cotado para ser um dos homens-fortes da economia num eventual governo tucano de Aécio, em uma entrevista exclusiva concedida ao Estadão, para dizer que os tucanos têm preconceito com os ganhos das classes mais baixas. Uma das críticas partiu da página da deputada petista Margarida Salomão (MG), no Facebook.

Um dos coordenadores da área digital do tucano Aécio Neves, Maurício Brusadin, disse em entrevista ao Broadcast Político que o PT está com um exército em campo. Contudo, assegura que o PSDB não teme esse contingente porque eles ainda estão falando entre si, "como numa conversa de boteco". Brusadin, que tem em seu currículo a estratégia digital da bem-sucedida campanha da ex-senadora Marina Silva à Presidência da República nas eleições passadas, diz que apesar "do barulho" que o PT faz nas redes sociais, as menções negativas contra o partido e seus dirigentes também são bastante disseminadas. "Por essa razão, não estamos nos pautando por esses ataques, pretendemos fazer uma campanha do bem nas redes sociais", destaca.

Brusadin rebate as críticas de que os tucanos estão num ritmo ainda lento na internet, em comparação ao PT. Segundo ele, a estratégia do PSDB nessa seara é justamente atrair os que reivindicam mudanças, mas não estão ainda inseridos no universo político, um contingente estimado entre 30 a 40 milhões de pessoas. "Nossa ideia é estabelecer, neste momento, um diálogo com o pessoal que está fora do universo da política, sair dessa disputa 'Corinthians x Palmeiras' que (o PT) tenta impor e construir propostas com base nessas conversas, mostrando que o jovem tem espaço na construção de um novo Brasil."

Desafio é transferir voto para vida real

Para o especialista em marketing político Sidney Kuntz, o grande desafio das campanhas na internet é transferir os votos potenciais dos simpatizantes para as urnas, para o mundo real. Brusadin concorda com a avaliação. "O PT está trabalhando para transformar a web em um campo de guerra, mas usaremos a internet para a construção de propostas que possam modificar o Brasil, não vamos embarcar na provocação", avisa.

Ao falar da presença do PT nas redes sociais, Brusadin cita, por exemplo, que apesar do chamado 'exército petista nas redes sociais', os tucanos e simpatizantes da sigla conseguiram emplacar, recentemente no trend topics do Twitter a hashtag #DilmaTemMedoDaCPI. E ironiza: "O PT não tem o potencial de rede que imagina ter".

Além de PT e PSDB, o PSB de Eduardo Campos também tem investido nas redes sociais. A vice em sua chapa, Marina Silva, tem experiência neste campo, quando disputou a Presidência em 2010 e consegui cerca de 20 milhões de votos, graças às redes sociais, em que um dos coordenadores dessa área, na época, era Brusadin. No lançamento oficial da chapa Campos/Marina, os dois participaram de um bate-papo com internautas.

A conversa virtual tem sido um recurso utilizado também pela presidente Dilma Rousseff (PT). Recentemente, ela participou de um bate-papo com internautas, através da página oficial do Palácio do Planalto no Facebook.

Publicidade

Publicidade

Mais comentários

Ainda não é assinante?

Compartilhe

Publicidade

Encontre um tema na

Pesquisa

Edição impressa

Enquete

Você acha que o subsídio do Governo vai alavancar a aviação regional?