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08 de Janeiro de 2014 - 07:00

Escolha de titulares causa polêmica a vai a votação; Noraldino, Antônico e Pardal são eleitos titulares da Comissão de Legislação, Justiça e Redação da Câmara Municipal

Por Tribuna

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A formação da Comissão de Legislação, Justiça e Redação da Câmara Municipal, cujo papel é analisar a constitucionalidade e legalidade de projetos, teve sua composição definida em plenário, nesta terça-feira (7), durante reunião ordinária da Casa. O fato é praticamente inédito para o Legislativo, visto que, ao menos nas últimas cinco legislaturas, todas as decisões referentes a composições de comissão eram feitas por consenso dos vereadores. Os parlamentares Chico Evangelista (PROS), Noraldino Junior (PSC), Antônio Aguiar (PMDB) e Luís Otávio Coelho (Pardal, PTC) queriam participar como titulares. Como as comissões admitem três titulares e um suplente, coube ao plenário decidir qual vereador ficaria de fora. O preterido no pleito foi Chico.

Dado o fato de que eram quatro vereadores para três vagas de titular, foram apresentadas quatro chapas, cada uma apontando um dos candidatos como suplente. Durante a votação, sete parlamentares - José Fiorilo (PDT), Nilton Militão (PTC), José Márcio (PV), Jucelio Maria (PSB), Isauro Calais (PMN), Wagner de Oliveira (PR) e Ana Rossignoli (PDT) - optaram pela composição que eliminava Noraldino, ao passo que outros sete - João do Joaninho (DEM), André Mariano (PMDB), Pardal, Antônio Aguiar, Oliveira Tresse (PSC), Cido Reis (PPS) e Rodrigo Mattos (PSDB) - escolheram Chico para a suplência. Chico e Noraldino, que dividiram as opções do plenário, decidiram deixar Pardal como suplente, ao passo que a bancada petista, composta por Roberto Cupolillo (Betão) e Wanderson Castelar, absteve de votar. Diante do impasse, coube ao presidente da Casa, Julio Gasparette (PMDB), escolher a composição vencedora. A opção foi pela formação com Chico Evangelista na suplência.

Após a votação, o candidato derrotado mostrou-se insatisfeito com a escolha, tendo afirmado que não aceitaria o posto designado pelos colegas. Noraldino, no entanto, atentou o vereador para o fato de que pode deixar a Câmara, caso venha a ocupar a vaga pleiteada por seu partido na Câmara dos Deputados, o que abriria uma vaga de titular. "Se há esta opção, eu aceito meu lugar como suplente na comissão", afirmou Chico, voltando atrás. Ele argumentou, ainda, que votou por eliminar Pardal porque não considera coerente haver um líder do Governo na Comissão de Legislação, que analisa, entre outras matérias, as mensagens enviadas pelo Executivo.

Consumada a escolha, Antônio, Noraldino e Pardal têm até hoje para escolher o presidente da comissão, que será anunciada junto às composições e respectivas presidências das demais 12 pastas, que foram definidas por consenso, mas os nomes não foram divulgados.

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