A dívida de cerca de R$ 34 milhões herdada pelo prefeito Bruno Siqueira (PMDB) é praticamente a mesma assumida pelo ex-prefeito Custódio Mattos (PSDB) há quatro anos, quando sucedeu José Eduardo Araújo (PMN), que assumiu a Prefeitura em junho de 2008, após renúncia do ex-prefeito Alberto Bejani (PSL). O balanço foi apresentado ontem aos vereadores pelo secretário da Fazenda, Fúlvio Albertoni, durante audiência pública na Câmara Municipal. O passivo recebido pelo tucano em 2009 foi da ordem de R$ 35 milhões, o que em valores corrigidos, segundo o vereador Rodrigo Mattos (PSDB), chegaria hoje em R$ 45 milhões. O valor de R$ 90 milhões, como chegou a ser divulgado, englobava a chamada "dívida vinculada", que são previsões de gastos com investimentos com base em "receita vinculada".
Convocada para esclarecer o valor da dívida e as medidas a serem adotadas para quitar o débito, a audiência pública acabou se transformando em oportunidade para os vereadores ressaltarem as qualidades do secretário. Os poucos questionamentos pertinentes ao assunto em discussão vieram dos vereadores Roberto Cupolillo (Betão-PT), Chico Evangelista (PP) e José Márcio (PV). O petista quis saber qual o risco da conta recair sobre o funcionalismo, no que foi tranquilizado por Fúlvio, que revelou a recomendação do prefeito para não deixar a contenção de gastos afetar serviços. Os outros dois parlamentares questionaram quanto a recursos para cumprimento de emendas parlamentares e sobre as formas de administrar o passivo. Quanto à primeira questão, o secretário pediu mais tempo para responder. Sobre a dívida, reafirmou ser administrável e pregou austeridade.




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