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08 de Abril de 2014 - 07:00

Nenhum secretário municipal se desincompatibiliza. Com novo cargo em BH, Custódio Mattos descarta candidatura

Por Renato Salles

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Expirado no último sábado, o fim do prazo para desincompatibilização para os agentes públicos que desejam disputar as eleições foi responsável por muita correria e especulação nos primeiros escalões das três esferas de governo. Sete chefes de executivos estaduais renunciaram seus mandatos já de olho no pleito de outubro. Entre eles, o ex-governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), cotado para correr por uma vaga no Senado, e o de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), pré-candidato à Presidência. No cenário local, as movimentações foram quase inexistentes. As decisões de alguns de permanecerem em seus cargos revelam quem não colocará seu nome para apreciação pública, como é o caso do ex-prefeito Custódio Mattos (PSDB), recém-empossado secretário-geral da Governadoria pelo governador Alberto Pinto Coelho.

A nomeação de Custódio aplaca qualquer ímpeto de seu grupo partidário de lançá-lo candidato à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) ou à Câmara dos Deputados. Da mesma maneira, já que nenhum secretário municipal se desincompatibilizou, a manutenção do secretariado da gestão Bruno Siqueira (PMDB) tira vários nomes da disputa por cadeiras no legislativo. Situação que afasta possibilidades de candidatura de nomes como os ex-vereadores Luiz Carlos dos Santos, diretor-presidente da Emcasa, que chegou a ser cotado como candidatável nos bastidores, e Flávio Cheker, secretário de Desenvolvimento Social, que concorreu por uma cadeira na ALMG nas eleições de 2010. Outro nome fora da disputa é o do secretário nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Gabriel Santos Rocha (Biel), que segue no cargo. Assim como Cheker, Biel também disputou uma vaga no Legislativo mineiro há quatro anos.

Quem acertou sua desincompatibilização foi o ex-superintendente de Direitos Humanos na Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos do Governo do Rio de Janeiro, Martvs das Chagas. Com a saída, o petista coloca seu nome à disposição do partido e não descarta uma possível candidatura. Ex-vereador e coordenador de projetos da Secretaria de Governo da Prefeitura, Vanderlei Tomaz é pré-candidato a deputado federal. Ele deve se desincompatibilizar do Executivo municipal nos próximos meses, já que o prazo para os ocupantes de cargos em comissão que pretendem disputar as eleições se encerra no próximo dia 5 de julho.

 

Outros nomes

O cenário eleitoral em Juiz de Fora permanece em aberto, mas já é possível identificar nomes de prováveis candidatos. Os três deputados federais da cidade - Júlio Delgado (PSB), Margarida Salomão (PT) e Marcus Pestana (PSDB) - buscarão a reeleição. Também tentando uma cadeira na Câmara, Wadson Ribeiro (PCdoB) voltará à disputa. Por uma vaga na ALMG, o número de candidatáveis é maior. Vários dos postulantes devem sair do Legislativo municipal. Entre aqueles recorrentemente especulados como possíveis candidatos estão os vereadores Ana Rossignoli (PDT), Vagner de Oliveira (PR), Isauro Calais (PMN), José Márcio (PV), Jucelio Maria (PSB), Luiz Otávio Coelho (Pardal, PTC), Noraldino Júnior (PSC), Roberto Cupolillo (Betão, PT) e Wanderson Castelar (PT). Ex-secretário de Estado de Saúde, Antônio Jorge Marques, também deve tentar uma vaga na Assembleia, objetivo declarado também pelo radialista Laurindo Rodrigues (PSDB).

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