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25 de Março de 2014 - 07:00

Por Tribuna

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Os 50 anos do Golpe Militar de 1964 serão debatidos, em eventos distintos, por especialistas na UFJF, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), por militantes feministas, por entidades de esquerda e pelo Comitê Memória Verdade e Justiça. As atividades começam nesta quarta-feira (26), com encontro promovido pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (CMDM), em que estará presente uma militante feminista que foi perseguida pelo Governo militar. Ao longo da semana, o circuito "1964: Memória, História, Cultura e Resistência - 50 Anos do Golpe" vai reunir artistas e intelectuais em debates, palestras e apresentações artísticas. Na UFJF, na ALMG e entre as esquerdas de Juiz de Fora, os debates sobre o golpe serão promovidos entre os dias 31 e 1º de abril, dias em que o general Olympio Mourão Filho deixou a 4ª Região Militar para depor o ex-presidente João Goulart (1961,1964) (ver quadro).

Esta semana o calendário de atividades começa com o evento promovido pelo CMDM, intitulado "As ditaduras impostas hoje à mulher". O evento é realizado em parceria com a 2ª Marcha de Mulheres de Juiz de Fora e acontece no anfiteatro do Museu de Arte Murilo Mendes. Nesta quarta, às 19h, o primeiro encontro contará com a presença da integrante da Diretoria Executiva da União Brasileira de Mulheres (UBM) Maria Liège Santos Rocha, que foi perseguida e presa durante a ditadura. Em parceira com o Centro de Referência em Direitos Humanos, a Associação Viva-JF e a OAB, o Comitê Memória Verdade e Justiça prepara exibição de dois documentários relacionados ao tema. No dia 29 de abril, a professora doutora Lucília Neves Delgado, graduada em história pela UFJF e ligada à Universidade Nacional de Brasília (UNB) fará palestra. "Vamos participar do grande ato do dia 1º, e a exibição do documentário 'Dossiê Jango' fechará esse dia de 'descomemoração' do Golpe Militar", explica Luiz Carlos Carvalho, presidente do comitê.

No fim desta semana, terão início as apresentações artísticas e debates promovidos pela Funalfa, que objetivarão, segundo o órgão, "explorar as origens internacionais do golpe e os movimentos políticos e culturais de resistência, além de se apresentar enquanto manifesto político-artístico." O circuito começa nesta sexta-feira, com uma palestra sobre "Lutas sociais do povo brasileiro", e vai até o dia 4 de abril. No dia 31, às 14h, a UFJF reunirá no Museu de Arte Murilo Mendes (MAMM) o historiador Márcio Delgado e os jornalistas Ivanir Yasbeck e Ismair Zaguetto, em debate denominado "Impressões do Golpe: 50 anos depois". Márcio é professor do Ifet-MG e mantém pesquisa sobre o Golpe Militar de 1964. Ivanir trabalhou para grandes jornais como "O Globo" e o "Jornal do Brasil", além de ser autor de dez livros, entre eles a biografia autorizada do ex-presidente Itamar Franco (1992-1994). Era jornalista do Correio de Minas quando houve a ação militar de Mourão. Ismair, nesta mesma época, trabalhava para o Diário Mercantil. O encontro é organizado pelo grupo de pesquisa em "Comunicação, cidade, memória e cultura" da Faculdade de Comunicação.

Já os grupos de esquerdas da cidade estarão reunidos no mesmo dia às 19h, no plenário da Câmara Municipal, e farão ato público no dia 1º de abril, na Rua Halfeld, às 17h. E encontro terá participação de partidos como o PT, o PSB e o PSTU, além de entidades como a União Nacional dos Estudantes (UNE), a Consulta Popular e o Levante da Juventude. O evento contará com a colaboração dos resistentes ao Governo militar Renê Matos, Aton Fon Filho, Gilberto Torres e Mauro Iasi.

 

Na Assembleia

O encontro da ALMG abre uma série de iniciativas de uma agenda unificada da Assembleia com 35 entidades parceiras. As discussões do ciclo de debates buscarão o início de uma reflexão sobre o contexto econômico, político e social daquele período histórico, as variadas frentes de resistência, o período de distensão e abertura política e, finalmente, a democracia atual e os resquícios autoritários. A programação do evento prevê a realização de uma a "palestra magna" intitulada "Direito à verdade, à história e à memória", além de quatro painéis com os temas "Contexto do Golpe Militar de 64", "Múltiplos olhares da resistência", "Fim do regime e transição: (des)caminhos e processos" e "Da redemocratização aos dias atuais: dilemas e perspectivas". As palestras serão ministradas por especialistas e representantes do Poder Público e da sociedade civil, e todos os encontros serão realizados no Plenário.

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