O projeto de lei que extingue o pagamento do 14º e 15º salários aos vereadores pode ser votado na semana que vem e colocar fim definitivamente aos questionados penduricalhos que os parlamentares têm direito. O anúncio foi feito ontem pelo presidente da Casa, Julio Gasparette (PMDB), depois de apreciar requerimento dos autores da proposição, Noraldino Júnior (PSC) e Wanderson Castelar (PT). Os dois vereadores solicitaram agilidade para colocar o projeto em pauta e que a votação ocorra ainda neste período legislativo. Como este mês 14 dos 19 vereadores já receberam os R$ 15 mil referentes ao 14º salário, pago no início de cada ano, não haveria mais motivos para que o projeto esbarrasse em dificuldades. No entanto, a previsão é que entre em pauta apenas na próxima terça-feira, último dia antes do recesso parlamentar.
A outra novidade referente às verbas extras é que mais um vereador abriu mão de embolsar o valor disponibilizado na última sexta-feira. Apesar de não integrar o grupo - composto por Castelar, Noraldino, José Márcio Guedes (Garotinho, PV), Jucélio Maria (PSB) e Luiz Otávio Coelho (Pardal, PTC) - que entregou formalmente o requerimento devolvendo a verba, Antônio Aguiar (PMDB) decidiu doar o que recebeu a duas instituições da cidade - Casa Bethânia e Ação Social São Sebastião. Como haverá dedução de impostos, dos R$ 15 mil de verba pública recebidos pelo vereador, apenas R$ 11 mil serão doados. "Fazendo isso acho que dou sentido maior a essa verba que é polêmica. Se eu devolvo, não tenho controle para onde vai, por isso, escolhi duas entidades que conheço", justificou Aguiar, que vai formalizar o repasse hoje.




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