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12 de Julho de 2014 - 07:00

Parte do revestimento do teto foi destruído por obras de fiação da TV Câmara; conserto será providenciado até a próxima semana

Por Tribuna

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Incidente aconteceu na tarde da última quarta-feira
Incidente aconteceu na tarde da última quarta-feira

Parte do forro do teto do plenário do Palácio Barbosa Lima foi destruído durante as obras de instalação da rede elétrica que irá permitir o funcionamento da TV Câmara. De acordo com a assessoria de comunicação da Casa, o incidente aconteceu na tarde da última quarta-feira, quando um dos funcionários contratados para realizar o serviço, ao fazer a transposição dos fios entre o telhado e o teto, pisou sobre o forro que acabou cedendo. O trabalhador utilizava de equipamento de segurança individual (EPI) e sofreu pequenas escoriações na perna, sem gravidade. A TV Câmara pretende transmitir ao vivo as reuniões do Legislativo ainda no segundo semestre deste ano.

O presidente da Câmara, o vereador Júlio Gasparette (PMDB), explica que, como o prédio é muito antigo, há dificuldades em realizar manutenção e, por mais que a equipe tenha cuidado, problemas como estes podem acontecer. "A madeira que faz o revestimento do teto é muito antiga e está podre, logo, o forro estourou." O parlamentar ainda pontua que o dano será sanado até a próxima semana e que os custos para o reparo estão incluídos no orçamento da Câmara. Gasparette ressalta ainda que o ideal seria trocar todo o revestimento do prédio, tanto do teto como do piso, mas não haveria tempo hábil para a finalização dos trabalhos durante o período de recesso, que começa no dia 16 e segue até a segunda semana de agosto.

Segundo a Divisão de Patrimônio Cultural (Dipac) da Funalfa, as intervenções internas iniciadas no começo de junho na Câmara estão em conformidade com o decreto que assegura o tombamento do prédio. Pelo documento, inscrito no Livro de Tombo, a preservação acontece apenas nas quatro fachadas, ficando o interior liberado para qualquer tipo de obra. "A direção da Casa, assim como a Mesa Diretora, têm um respeito muito grande ao que foi construído no prédio. Procuramos respeitar como se tudo estivesse tombado. Após estas intervenções, tudo será mantido como está", afirma o presidente. Julio acrescenta que todos os elementos dispostos no plenário, como as cadeiras e bancadas, serão recuperados. Além disso, um arquiteto deve auxiliar na reconstituição da cor original das paredes da Câmara para a pintura, que deve acontecer dentro de dez dias, assim como a montagem dos equipamentos para a TV.

 

R$ 101 mil

O investimento para a concretização da TV Câmara está orçado em R$ 101 mil, incluindo custos com material elétrico, mão de obra e compra de equipamentos audiovisual. Assim que inaugurada, a TV Câmara fará transmissões das reuniões ao vivo pela internet e pela TV a cabo. A TV Assembleia, por meio de parceria com o Câmara, cederá o sinal para a região nos horários das sessões ordinárias. Num segundo momento, está prevista a concessão de um canal de TV digital, para que sejam feitas as transmissões por TV aberta.

 

 

Câmara e Caixa voltam a se reunir na segunda

O presidente da Câmara voltou a mencionar, na reunião desta sexta-feira (11), a necessidade de construção de novo prédio para abrigar o Legislativo. "Temos muito serviço, e a sociedade cobra do Legislativo. Nosso prédio é antigo, e o espaço ficou pequeno para atender a tudo isso. O espaço que temos não suporta mais a rotina, e está prejudicando o andamento dos trabalhos."

Nesta segunda-feira, Julio terá nova reunião com a Caixa Econômica Federal, para verificar as condições de financiamento para a obra, que já possui projeto arquitetônico e terreno doado pelo Executivo. "Minha meta, enquanto presidente até o final do ano, é concluir esta etapa e assegurar o recurso".

O projeto da nova sede está parado desde janeiro em função de imbróglio com a Caixa Econômica Federal, que não aceitou a proposta de convênio com a Câmara. Na época, a Caixa alegou que não encontrou condições normativas, técnicas e operacionais para dar continuidade às negociações, que previam a contrapartida de R$ 14,5 milhões pela utilização do andar térreo do novo prédio por 20 anos. Este montante seria utilizado para viabilizar a obra.

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