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08 de Julho de 2014 - 06:00

Pimenta prevê despesas de R$ 60 milhões; Pimentel de R$ 42 milhões e Tarcísio, R$ 38 milhões

Por Tribuna

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A previsão de gastos de campanha previstos pelos oito nomes que apresentaram registro no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Minas Gerais para a disputa do Governo do estado somam quase R$ 152 milhões. O prazo para as inscrições de candidaturas terminou no último sábado. A empreitada mais dispendiosa deve ser a de Pimenta da Veiga (PSDB). Com a missão de perpetuar os tucanos no poder mineiro após dois mandatos de Aécio Neves e um de Antônio Anastasia, o candidato pode utilizar até R$ 60 milhões. Logo atrás aparece Fernando Pimentel (PT), com despesas estipuladas em até R$ 42 milhões. Na sequência, vem Tarcísio Delgado (PSB), que pode chegar ao teto de R$ 38 milhões. Depois, aparecem André Antônio Alves (PHS) e Eduardo Ferreira (PSDC), que completa, a relação daqueles que projetam ultrapassar a marca de seis dígitos na tentativa de pavimentar um caminho vitorioso até o Palácio Tiradentes (ver quadro). Juntos, os quatro respondem por mais de 98% da soma dos limites de gastos apresentados pelos oito postulantes.

Outros três candidatos projetam limites mais tímidos: Túlio Lopes (PCB), Fidélis Alcantara (PSOL) e Cleide Donária (PCO). O teto estipulado pela única mulher na disputa, de R$ 30 mil, corresponde a 0,005% do teto máximo estimado pela empreitada tucana. Se comparadas às projeções apresentadas pelos noves candidatos nas eleições de 2010, as oito campanhas deste ano gastarão 65% a mais, passando de R$ 92 milhões para os R$ 152 milhões atuais. Àquela época, a maior previsão foi apresentada pela candidatura encabeçada por Hélio Costa (PMDB), com teto orçado em R$ 36 milhões. A coligação peemedebista, entretanto, sucumbiu nas urnas ainda no primeiro turno, com a vitória de Anastasia, eleito com 62,72% dos votos, após uma previsão inicial de até R$ 35 milhões em despesas de campanha.

 

Para o Semado

O TRE também divulgou os limites máximos previstos pelos candidatos que irão tentar uma cadeira no Senado. Após se desincompatibilizar do Governo em abril, Antonio Anastasia (PSDB) se viabilizou para a disputa e deve ter a campanha mais cara entre os oito postulantes, com o teto de despesas orçado em R$ 20 milhões. Em seguida, aparece a candidata Margarida Vieira (PSB), com a previsão de até R$ 10 milhões.

Entre as campanhas que podem chegar a patamares milionários, aparecem ainda a de Josué Alencar (PMDB) - filho do ex-presidente da República, José Alencar -, cujas despesas poderão chegar em até R$ 6,2 milhões, e a de José do Nascimento (PTdoB), que prevê gastos de até R$ 5 milhões. Com estimativas menores, quatro candidatos fecham a relação: Tarcisio dos Santos, que prevê limites de até R$ 800 mil ; Pablo Lima (PCB), R$ 500 mil; Geraldo de Araújo Silva (PSTU), R$ 200 mil; e Graça Viera (PCO), R$ 25 mil.

 

Quase 1.800 candidatos em Minas

Ao todo, o TRE recebeu um total de 1.773 registros de candidaturas visando o pleito de outubro em Minas. A disputa mais concorrida será por uma cadeira na Assembleia Legislativa, que irá envolver 1.098 candidatos. A corrida por um mandato na Câmara dos Deputados terá 635 nomes no estado. O número é ligeiramente inferior ao observado em 2010, quando foram computados 1.790 candidaturas.

O tribunal ainda computou o registro de oito chapas que buscam uma vaga no Senado - cada uma inclui um candidato e dois suplentes - e outras oito chapas envolvidas na eleição que vai definir os novos ocupantes dos cargos de governador e vice.

Os editais de pedidos de registro, com os detalhes sobre todos os 1.773 candidatos, serão publicados no próxima dia 10. A partir daí, passam a valer os prazos para apresentação de impugnações e para que os candidatos escolhidos em convenção, cujos registros não tenham sido feitos pelo partido ou coligação até o último sábado, façam requerimentos de candidatura individual.

 

Coligações

Entre as oito candidaturas majoritárias, cinco coligações irão disputar o Governo de Minas. Aquela que agrupa o maior número de legendas é a "Todos por Minas", que dá sustentação à empreitada de Pimenta da Veiga. Além do PSDB, o tucano tem ao seu lado 14 agremiações: PP, PDT, PTB, PSL, PTN, PSC, PR, PPS, DEM, PMN, PTC, PV, PSD e SDD. As outras coligações são a "Minas pra você", com PT, PMDB, PCdoB, PROS e PRB; a "Mais Minas" tem PTdoB, PRP, PHS, PEN; a "Minas quer mudança" inclui PRTB, PSB, PPL; e a "Frente esquerda socialista": PSOL e PSTU. Outras três legendas optaram por uma campanha solo: o PCO, o PSDC e o PCB.

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