O Hospital Regional de Urgência e Emergência, no bairro São Dimas, deve ser inaugurado no primeiro semestre de 2014. Antes disso, ainda este ano, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) deve ser transferido para a sede do novo hospital. As datas foram citadas como metas da Administração pelo secretário municipal de Saúde, José Laerte Barbosa, que participou de audiência pública nesta segunda-feira (18), na Câmara Municipal. O ex-vereador também anunciou a construção de uma nova Unidade de Pronto-Atendimento (UPA), ainda sem local definido.
As obras no Hospital Regional estão paradas desde outubro do ano passado por causa de problemas de gestão da empreiteira, mas a expectativa é de que nova licitação ocorra até abril. A nova unidade contará com estrutura de 240 leitos para atendimentos de urgência e emergência de cerca de 94 municípios da região, cobrindo uma população de, pelo menos, um milhão e seiscentas pessoas. Até sua conclusão, o hospital terá um custo total de 80 milhões, dos quais R$ 28 milhões já foram aplicados.
Em sua apresentação do diagnóstico da pasta aos vereadores, Laerte destacou a necessidade da melhora da atenção primária de saúde e relatou a falta de profissionais da área. De acordo com levantamento realizado pela Prefeitura, faltam 27 médicos, 94 agentes comunitários de saúde, 40 técnicos de farmácia, 23 cirurgiões dentistas, 30 assistentes sociais e 14 enfermeiros no quadro público da cidade.
O secretário também apontou problemas como a necessidade de manutenção e reparos nas unidades de atenção primária à saúde (Uaps), o desabastecimento de medicamentos e materiais, além da demanda reprimida de marcação de consultas, que somente nas especialidades de ortopedia e oftalmologia ultrapassam 15 mil.
A dengue foi outro ponto destacado na audiência. Em janeiro, o índice de infestação na cidade ultrapassou os 7% , quando o patamar considerado seguro pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é de 1%. "A situação é preocupante apesar de ainda não vivermos uma epidemia da doença. Nesse momento, nosso trabalho está focado nos bairros com o Liraa (levantamento rápido de Aedes aegypti) mais alto, onde as ações com os agentes de endemia estão sendo intensificadas. Mas é preciso a ajuda da população", afirmou o secretário.
Após a análise da situação da secretaria, o espaço foi aberto para a sabatina dos ex-colegas. Jucélio Maria (PSB) cobrou ações para conter o avanço do crack. O serviço de verificação de óbitos foi questionado pelo vereador José Fiorilo (PDT). De acordo com o secretário, os recursos para a viabilização já estão destinados.
Questionado pelo presidente da casa, Julio Gasparette (PMDB), sobre a aquisição de remédios para a população, Laerte afirmou que a última compra expressiva de medicamentos foi realizada em maio de 2012, e que uma nova aquisição deve ser feita em breve.
Atendendo à Lei 10.000 de 2001, os secretários municipais estão sendo convidados a expor aos vereadores as propostas de trabalho de suas pastas. A próxima a comparecer ao plenário será a secretária de Planejamento e Desenvolvimento Econômico, Elisabeth Jucá, nesta quarta-feira (20).




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