A eleição do pastor Marco Feliciano (PSC-SP) à presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados mobilizou um grupo de internautas que hoje protesta nas ruas de Juiz de Fora. O ato de repúdio está sendo organizado nas redes sociais - Twitter e Facebook - desde quinta-feira e deve atingir mais nove cidades em todo o país. A manifestação deve ocorrer simultaneamente, a partir das 14h, em Rio de Janeiro, Salvador, Feira de Santana (BA), Fortaleza, Uberlândia (MG), Porto Alegre (RS), Curitiba (PR) e Brasília. Na cidade, a concentração acontece no Parque Halfeld, no Centro.
Uma das organizadoras do evento em Juiz de Fora, a estudante Letícia Castelli, 17 anos, afirma que Juiz de Fora foi a terceira cidade do país a aderir à mobilização. "Fiquei sabendo da escolha (do pastor) pelo Twitter e acompanhei toda a revolta do deputado federal Jean Willis (PSOL-RJ). O assunto tomou conta dos grupos de discussão, motivando este protesto nacional. Uma amiga internauta tem muitos contatos, e a ideia se espalhou rapidamente por várias cidades."
Para garantir a participação pública, os organizadores utilizaram dois expedientes. "Primeiro, criamos um evento no Facebook. Hoje (ontem), fizemos uma panfletagem no Centro. Muitos mostraram desconhecimento e perguntaram sobre o que tratava a mobilização, que tem exatamente a proposta de conscientizar a sociedade sobre a contradição dessa escolha", explica Letícia. Até o início da noite de ontem, mais de 450 pessoas já haviam confirmado presença por meio das redes sociais.
Seguidores defendem Feliciano
Em todo o país, a convocação dos manifestantes foi feita por meio de uma mensagem assinada por "minorias brasileiras". O documento destaca um profundo descontentamento de diversos setores da sociedade com a eleição do deputado para presidir a comissão. "As declarações racistas e homofóbicas do citado deputado ferem a ética política necessária à reputação daquele que coordenaria um órgão zelador dos direitos humanos. Num país de democracia tão jovem, faz-se necessário gritar a plenos pulmões que a nossa cidadania não será cerceada diante de tamanha agressão", diz o texto.
Contraponto
São Paulo (AE) - Em contraponto às manifestações de repúdio à eleição do pastor na Comissão, seus seguidores no Twitter e no Facebook saíram em sua defesa. "As pessoas só atacam quem incomoda. O senhor está fazendo a diferença. O povo de Deus é contigo", escreveu uma simpatizante no Twitter. "Sei que fará uma gestão digna que lhe foi confiada", comentou outro seguidor. O deputado, acusado de ser homofóbico e racista, tem mais de 141 mil seguidores no Twitter e outros 101 mil no Facebook.




$msg
Mais comentários