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15 de Junho de 2014 - 06:00

Júlio Delgado e Victória Mello podem ter seus nomes confirmados esta semana

Por HÉLIO ROCHA

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Victória Mello deve sair candidata à vice na dobradinha entre PSOL e PSTU
Victória Mello deve sair candidata à vice na dobradinha entre PSOL e PSTU
Júlio, em gravação com Campos e Marina, adota postura de candidato
Júlio, em gravação com Campos e Marina, adota postura de candidato

Até 30 de junho, quando os partidos devem realizar suas convenções, os nomes para as eleições 2014 estarão definidos. As últimas semanas antes da abertura das campanhas serão de trabalho dentro dos partidos, para dar contornos finais aos nomes que concorrerão ao Legislativo e ao Executivo, bem como às diretrizes e estratégias de comunicação e alianças junto a lideranças. Em Juiz de Fora, há chance de dois nomes comporem chapa para a disputa do Executivo estadual, um deles está praticamente definido. Victória Mello (PSTU), candidata a prefeita em 2012, deve concorrer ao cargo de vice-governadora ao lado do candidato ao Governo pelo PSOL, Fidélis Alcântara. Já o presidente do PSB estadual, Júlio Delgado, disputa com o ambientalista Apolo Heringer, ligado à Rede Sustentabilidade de Marina Silva, a vaga na legenda socialista. No Legislativo, embora os nomes para a disputa federal sejam praticamente definidos, a corrida para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) ainda move pré-candidatos a articular apoios e a unidade das legendas em torno de seus nomes.

A disputa interna no PSB revela uma queda de braço entre a legenda socialista e o grupo da Rede Sustentabilidade, que aposta na força da figura da ex-ministra Marina Silva na região metropolitana de Belo Horizonte, onde a então candidata do PV foi vitoriosa no primeiro turno das eleições presidenciais de 2010, para convencer os colegas de legenda a abrir mão de uma liderança estadual do partido em prol de uma candidatura da Rede. Júlio, por sua vez, com percurso no PSB há mais de dez anos, dá praticamente como certa a escolha de seu nome para o pleito, contando com o apoio do pré-candidato a presidente da República pelo partido, Eduardo Campos. Na sexta-feira, ao lado de Campos e também de Marina, o juiz-forano apareceu na TV já com postura e discurso de candidato. A executiva estadual, marcada para o próximo dia 21, em Belo Horizonte, deve referendar a escolha da sigla, mas há quem diga que Júlio quer chegar lá já com seu nome definido.

Entre os nanicos, a candidatura da sindicalista Victória Mello para vice-governadora pelo PSTU, em coalizão liderada pelo PSOL, chega a ser uma surpresa, uma vez que lideranças e estrategistas políticos do estado, além dos próprios institutos de pesquisa, davam como certo o nome já tradicional de Vanessa Portugal em chapa única da legenda. A dobradinha PSOL-PSTU, que ocorreu em diversos municípios em 2012, inclusive em Juiz de Fora, aposta no nome de Victória na região. "Fizemos um debate propositivo nas eleições municipais e alcançamos um bom resultado para o partido. Queremos agora estender a discussão que propusemos aqui para todo o estado", afirma a candidata. A consolidação da aliança deve ser feita hoje em convenção do PSOL em Contagem.

Nas pré-campanhas petista e tucana para o Governo do estado, que devem protagonizar a corrida ao Palácio Tiradentes, a participação das lideranças juiz-foranas é forte nos bastidores. No cenário de águas calmas do PSDB, já consolidado em torno dos nomes do ex-ministro Pimenta da Veiga para governador, com o presidente da ALMG, Dinis Pinheiro (PP), como vice, e o ex-governador Antônio Anastasia (2011-2014) como candidato ao Senado, o papel do deputado federal Marcus Pestana será central nas articulações de alianças.

No PT, a candidatura de Fernando Pimentel ao Governo de Minas ao lado do vice peemedebista Antônio Andrade repete a dobradinha nacional, mas não garante apoio amplo no estado. A aliança foi oficializada ontem em Belo Horizonte, em ato conjunto na Assembleia Legislativa, tendo como candidato ao Senado na chapa o empresário Josué Gomes (PMDB), filho do ex-vice-presidente José Alencar. A possibilidade de nome próprio foi defendida pelo grupo de Juiz de Fora com apoio do prefeito Bruno Siqueira (PMDB), desde o ano passado à frente do maior município governado pelo PMDB em Minas. A questão já foi lembrada pelo próprio Pimentel, que disse, em entrevista à Tribuna, contar com o apoio de Bruno como "um quadro fiel ao PMDB".

 

Esquenta disputa para garantir vaga à ALMG

Se a definição das chapas para disputa do Executivo estadual está praticamente certa, a corrida por um lugar na Câmara dos Deputados ou na Assembleia Legislativa ainda exige articulação dos pré-candidatos que tentam encontrar, dentro de suas legendas, apoio para conquista de uma vaga. Tentando se colocar como protagonistas do município na disputa por uma cadeira na Assembleia, estão os pré-candidatos petistas - os vereadores Roberto Cupolillo (Betão) e Wanderson Castelar - e o vereador Isauro Calais (PMN), que conta com o apoio da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) para lograr êxito no certame estadual.

No PT, desde o ano passado, os dois parlamentares tentam unificar o diretório local em torno de seus nomes, diante da previsão de que os votos petistas no município sejam capazes de eleger apenas um deputado estadual, o que sacramentaria a vitória de um eventual candidato único. Apesar de, desde o início do ano, Betão e Castelar baterem o pé pelas suas candidaturas, neste começo de junho, outro nome entrou em cena. O sindicalista Oleg Abramov tem ganhado força como uma terceira opção para o eleitorado petista em Juiz de Fora. Nas últimas semanas, Oleg deixou os principais cargos que ocupa, entre eles os de assessor de Betão na Câmara Municipal, diretor-regional da CUT, diretor do Sindicato dos Professores e membro da tendência "O trabalho". As três primeiras desfiliações eram fundamentais para que se construísse sua candidatura, hoje dada como certa. O nome do sindicalista embaralha o jogo de forças na legenda e, o mais importante, mina as possibilidades de candidatura única.

Já para Isauro Calais, a priori o nome do Executivo na disputa ao Parlamento estadual, a ameaça remota se dá pela pressão do PMDB em garantir um nome próprio na corrida à Assembleia. Outros parlamentares locais que entram no pleito estadual são o líder do Governo na Câmara Municipal, Luís Otávio Coelho (Pardal, PTC), e o vereador Noraldino Júnior (PSC). Ambos integram a base do Governo e apostam no equilíbrio e na competitividade de seus partidos, considerados capazes de angariar bom resultado de legenda, mas sem um nome que desgarre dos demais em número de votos.

Neste caso, com a votação local, ambos teriam chances de conquistar uma cadeira em Belo Horizonte. Para disputar o eleitorado da região, Noraldino aposta no apoio de lideranças estaduais e nacionais da legenda, na força de sua campanha junto a protetores de animais e no voto evangélico, fiel aos quadros do PSC. Esta semana, inclusive, o parlamentar passou o cargo de líder do PSC na Câmara Municipal para seu correligionário no plenário, Oliveira Tresse. Pardal, por sua vez, tem penetração junto ao funcionalismo público municipal e a moradores de bairros da Zona Leste, sobretudo Nossa Senhora Aparecida.

 

Cenário praticamente definido

Na corrida à Câmara dos Deputados, o cenário é praticamente definido. Com os deputados federais Marcus Pestana (PSDB) e Margarida Salomão (PT) garantidos na campanha pela reeleição, a dúvida gira em torno da eventual candidatura ao Governo estadual de Júlio Delgado, até há poucos meses dado como certo na disputa por uma cadeira em Brasília. Neste caso, cogita-se o nome do ex-prefeito Tarcísio Delgado, recém filiado ao PSB, para a Câmara dos Deputados.

Entre os tucanos, a surpresa entre os candidatos já definidos é o ex-jogador de vôlei Giovanne Gávio, que vem à disputa pelo PSDB em articulação direta feita pelo presidenciável Aécio Neves. Ademais, apenas nomes coadjuvantes, como o do filho do vereador Chico Evangelista (PROS), Charles Evangelista (PROS), cotado para tentar a vaga na Câmara e consolidar a presença da nova sigla no município.

O mesmo vale para as eventuais candidaturas do vice-prefeito Sérgio Rodrigues (PMDB), nome que concorreria com apoio do Executivo municipal, de Álvaro Lobo (PSOL), militante local pela legalização da maconha, e do ex-vereador Vanderlei Tomaz (PSC).

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