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03 de Junho de 2014 - 07:00

Advogado e ex-vereador estava sendo procurado há mais de 20 dias pelo polícia; ele é mantido na Ceresp e pode recorrer junto ao TRF, em Brasília

Por Daniela Arbex e Michele Meireles (colaborou Bárbara Riolino)

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Josemar está sendo mantido em cela especial
Josemar está sendo mantido em cela especial

Policiais federais de Juiz de Fora prenderam, na tarde desta segunda-feira (2), no Rio de Janeiro, o advogado e ex-vereador Josemar da Silva. Ele estava sendo procurado pela polícia há mais de 20 dias, em função de mandado de prisão preventiva expedido pelo juiz da 3ª Vara Federal, Bruno Savino. O delegado chefe da Polícia Federal (PF) em Juiz de Fora, Cláudio Dornelas, confirmou ter trazido o empresário para a cidade. Encaminhado para o Ceresp, Josemar está sendo mantido em cela especial com outros quatro detentos. Dornellas não revelou detalhes sobre o local onde o ex-vereador foi encontrado, dizendo apenas que ele foi detido na hora do almoço na capital fluminense.

Em novembro de 2011, Josemar já havia sido preso pela PF durante a "Operação Trucatto", que desmantelou um esquema de fraudes em licitações públicas através de empresas constituídas em nomes de intermediários, os chamados "laranjas". Ele também havia sido denunciado, ano passado, pelo Ministério Público Federal (MPF) por suposto envolvimento em esquema de fraude envolvendo licitações promovidas por órgãos públicos federais, entre eles Receita Federal, Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, Ministério da Integração Nacional, Supremo Tribunal Federal (STF) e até o Tribunal de Contas da União (TCU). Recentemente, Josemar foi condenado por sonegação fiscal, mas a prisão dele não está ligada à esta sentença condenatória.

Procurado pela Tribuna, o juiz responsável pela 3ª Vara Federal, Bruno Savino, disse que não pode dar declarações sobre processo em andamento, decretando, inclusive, segredo de justiça. "Tenho por costume não divulgar o conteúdo de processo nos casos em que defiro medida cautelar sem a oitiva da outra parte", explicou, para justificar o procedimento. Apesar do sigilo no caso, o jornal descobriu que o atual processo liga o ex-vereador a falsidades documentais na constituição de empresas participantes de licitações públicas, algumas delas com constantes alterações de quadro societário e de endereços, o que dificultou a cobrança de tributos federais devidos pelas empresas, resultando em fraude contra a União.

O ex-vereador poderá recorrer da prisão junto ao Tribunal Regional Federal, em Brasília, ou entrar com pedido de reconsideração da decisão na 3ª Vara Federal. Josemar da Silva atuou como superintendente da Associação Municipal de Apoio Comunitário (Amac) entre os anos de 1993 e de 1996. O advogado assumiu a cadeira de vereador na Câmara Municipal de Juiz de Fora entre 1997 e 2000.

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