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13 de Março de 2014 - 06:00

Profissionais serão apresentados nesta sexta pela PJF e trabalharão nas UAPs já na próxima semana

Por Hélio Rocha

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Anúncio foi feito pelo prefeito Bruno Siqueira e pelo secretário de Saúde, José Laerte
Anúncio foi feito pelo prefeito Bruno Siqueira e pelo secretário de Saúde, José Laerte

Juiz de Fora vai receber nesta quinta-feira (13) 11 médicos cubanos do programa "Mais médicos" do Governo federal. Eles serão integrados às unidades de atenção primária (UAPs) do município, trabalhando nas equipes do programas de Estratégia de Saúde da Família (ESF). Os profissionais já estão em Belo Horizonte e chegarão à cidade nesta quinta, trazidos pela Prefeitura de Juiz de Fora (PJF). Na sexta, os médicos serão apresentados em encontro organizado pela PJF. Os contratos são de até três anos. O anunciou foi feito nesta quarta-feira pelo prefeito Bruno Siqueira (PMDB), que também divulgou a contratação temporária de mais 24 médicos aprovados em processo seletivo realizado em 2013. Ele reiterou que a Administração realizará concurso público para contratar mais 42 profissionais, que substituirão os temporários.

Segundo a PJF, a medida possibilitará que a cidade tenha, pela primeira vez desde 2008, o número de médicos na atenção primária estabelecido pelo Ministério da Saúde. Cada equipe composta por um médico, um enfermeiro, um auxiliar de enfermagem e seis agentes comunitários de saúde é, hoje, responsável pelo acompanhamento de cerca de mil famílias dentro da área de abrangência da UAPs. Segundo Bruno, Juiz de Fora precisa de uma média de três médicos para cada uma das 63 UAPs da cidade. "Quando assumimos a gestão, estávamos com um déficit de 30 profissionais. Conseguimos reduzir para 15, em dezembro. Agora, não só vamos resolver o problema como esperamos ter médicos a mais." De acordo com o prefeito, o excedente pode chegar a 17 médicos e, desta forma, a Administração vai garantir que haja trabalhadores para cobrir excesso de demanda ou férias de profissionais.

A expectativa do Executivo é de que os 24 médicos já estejam atuando na próxima semana. Segundo o secretário de Saúde, José Laerte Barbosa, os médicos vão garantir "a execução de ações de saúde no âmbito individual e coletivo, que abrangem a promoção e a proteção da saúde, a prevenção de agravos, o diagnóstico, o tratamento, a reabilitação e a manutenção da saúde." Ainda de acordo com o chefe da pasta, estes trabalhadores "atuarão na porta de entrada do sistema de saúde", que se articula com os outros níveis de atenção.

Os médicos cubanos serão pagos pelo Governo federal, cabendo à Administração arcar com despesas de transporte, moradia e alimentação. Eles trabalharão em regime de 32 horas semanais, tendo oito horas destinadas a estudo das especificidades do sistema público de saúde do Brasil. Bruno disse que a decisão de buscar profissionais para a cidade pelo "Mais médicos" se deu em virtude das necessidades do município, e que medidas estão sendo tomadas para que a chegada não prejudique o trabalho dos médicos de Juiz de Fora. "Entre elas, está a realização do concurso. Ele acontecerá este ano e, a princípio, oferecerá 42 vagas. Ainda teremos uma reserva para caso precisemos chamar mais profissionais." O prefeito ainda disse que a data do certame não pode ser definida, pois o processo de licitação para escolher a empresa que promoverá o concurso ainda está em andamento.

 

'Mais Médicos'

O programa Mais Médicos, lançado pelo Governo federal em julho de 2013, tem o objetivo de suprir a carência do SUS na atenção primária em diversos municípios brasileiros, sobretudo no interior, por meio da importação de trabalhadores de outros países. Eles vêm de nações como Espanha, Portugal, Venezuela e, principalmente, Cuba. Os profissionais são pagos pelo Governo e o valor recebido varia conforme o vínculo profissional dos mesmos com o país que os emprega. No caso dos cubanos, o Governo repassa mais de R$ 10 mil à Organização Panamericana de Saúde (Opas), que embolsa a maior parte e paga cerca de R$ 3 mil aos profissionais. Mais de 13 mil médicos já foram trazidos e cerca de três mil prefeituras já solicitaram participação no programa.

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