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11 de Junho de 2014 - 09:39

Prometendo continuidade da gestão Henrique Duque, Chebli conquistou maioria absoluta dos votos de técnicos e professores

Por Tribuna

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Duque e o atual vice-reitor, José Luiz Rezende, com o novo vice, Marcos Chein, e Júlio Chebli
Duque e o atual vice-reitor, José Luiz Rezende, com o novo vice, Marcos Chein, e Júlio Chebli

Atualizada às 21h42

Estudantes, técnicos administrativos (TAEs) e professores da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) escolheram nesta quarta-feira (11) o novo reitor da instituição, que vai administrá-la pelos próximos quatro anos. Júlio Chebli, diretor da Faculdade de Medicina, venceu as eleições realizadas nestas segunda e terça-feiras, e assumirá a reitoria no próximo dia 1º de setembro. À frente da chapa 10, que representava o grupo de situação, apoiado pelo reitor Henrique Duque, Júlio terá como vice-reitor o professor Marcos Vinício Chein Feres, da Faculdade de Direito. A chapa 10 obteve 59% do percentual paritário de TAEs, docentes e alunos, contra 36% da chapa 30 - liderada pelo diretor da Faculdade de Administração e Ciências Contábeis, Marcus David - e 5% da chapa 20 - encabeçada por Paulo Villela, professor da Faculdade de Engenharia.

Nesta quarta-feira, o dia já foi dedicado à discussão da transição. Chebli e Henrique Duque se encontraram no início da tarde, em encontro para que o novo gestor tomasse o primeiro contato oficial com a situação organizacional e financeira da universidade. Foram discutidas as prioridades do momento na administração da UFJF, assim como os recursos à disposição da reitoria e os montantes já empenhados em investimentos futuros. Depois, Duque e o atual vice-reitor, José Luiz Rezende, apresentaram Chebli e Feres em encontro com a imprensa, no qual foram explanadas as primeiras diretrizes da nova gestão.

"A ideia principal é fazer um mandato de continuidade, dando sequência ao processo de expansão e busca da excelência implementado pelo reitor Henrique Duque, mas sem continuismo. Isto quer dizer que, se há acertos internos a fazer na minha gestão, eles serão feitos", disse Chebli. Tomando a palavra em seguida ao reitor eleito, Duque ressaltou a importância do processo democrático para o sucesso da futura equipe de governo. "As necessidades da UFJF foram extremamente debatidas e venceu o candidato com as melhores propostas. Isso garante uma ótima futura gestão."

Dentre do período de transição, o reitor disse que irá repassar, ainda este mês, ao Centro de Gestão do Conhecimento Organizacional quais são os atuais recursos e custeios da universidade, de modo que os futuros gestores participem na autorização de quaisquer movimentações de dinheiro. "É uma forma de garantir a transição estável, sem que uma gestão deixe problemas administrativos para aquela que está chegando." Também serão três meses de articulação dos nomes que comporão o novo quadro  da UFJF. Quanto aos profissionais que ocuparão, a partir de setembro, os cargos da reitoria, Júlio Chebli disse que é cedo. "Preferimos não conversar sobre isso em campanha e, só agora, vamos ver com quem vamos contar em nossa gestão."

 

Regimento

Dos temas debatidos durante a campanha, um dos principais foi a suposta falta de discussão sobre deliberações da reitoria junto à comunidade universitária, apontada pelas candidaturas de oposição. Em resposta a esta crítica, o agora vice-reitor eleito propôs a reformulação no regimento interno, em garantia de uma gestão mais participativa e de mais diálogo intersetorial. A ideia foi mantida por Feres no encontro desta quarta, tendo sido apontada como única solução. "Não faltou democracia à atual gestão. É sempre fácil criticar a administração sem ter estado à frente dela. De qualquer forma, o único caminho viável para garantir mais participação é atualizar a legislação para atender melhor a esta demanda." 

Henrique Duque também se manifestou quanto ao assunto, ponderando que o atual regimento interno data da administração de Renê Matos (1994-1998) e que precisa de atualização. "É como acontece com a Constituição, que de tempos em tempos pede modificações para dar conta das mudanças na sociedade. A universidade cresceu, e a sociedade pede hoje mais participação, o que faz com que seja preciso mudar o regimento." O reitor também fez questão de afirmar que sua gestão seguiu a risca as normas institucionais. "Quanto a tomada de decisões, seguimos o que está na legislação, da mesma forma como foi feito pelas gestões anteriores."

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