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01 de Julho de 2014 - 06:00

Prefeito de BH anuncia oficialmente sua discordância da direção estadual do PSB e afirma que apoiará Pimenta

Por Tribuna

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Em carta destinada ao PSB, Lacerda fala em
Em carta destinada ao PSB, Lacerda fala em 'coerência'

No último dia estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o registro das candidaturas, o PSB-Minas ainda discutia, até o fechamento desta edição, os nomes que vão compor chapa com o ex-prefeito de Juiz de Fora Tarcísio Delgado na disputa pelo Governo estadual. A reunião, que começou às 20h, ocorreu sob clima de debandada vivido pelo partido desde que, na quinta-feira, uma comissão especial montada pela legenda decidiu lançar candidatura própria e abandonar a proposta de aliança com o PSDB. A definição foi uma forma de garantir palanque para campanha presidencial do ex-governador Eduardo Campos (PE) em Minas. Em coletiva na tarde de ontem, o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), anunciou oficialmente seu apoio ao candidato tucano ao Palácio Tiradentes, Pimenta da Veiga.

Durante o encontro, que ocorreu na Assembleia Legislativa, o prefeito apresentou uma carta destinada à direção estadual do PSB, hoje comandada pelo deputado federal Júlio Delgado, articulador da candidatura de Tarcísio e anteriormente cogitado para ser o cabeça de chapa. No documento, Lacerda fala em manter "coerência na vida pessoal e na vida pública". "Pautado por essa coerência, externo a minha total discordância com a decisão da Executiva Estadual do PSB de lançar candidatura própria a governador nas eleições deste ano. Tal decisão desconhece a história política que vem sendo construída para os avanços que Minas Gerais têm alcançado ao longo dos últimos anos", leu o socialista, que ainda fez um apelo à direção estadual para reavaliar a decisão.

Sobre a carta do prefeito de Belo Horizonte, Júlio Delgado reafirmou ontem que a decisão do partido não será alterada. "A decisão é irreversível. Não há possibilidade de retorno, apesar dos dissidentes. O nome do Tarcísio foi muito bem levantado entre a comissão, formada por 17 integrantes, que venceu por dez votos a sete. Foi uma decisão soberana e democrática." O próprio Tarcísio chegou a dizer, em entrevista na sexta-feira, que iria manter conversas com os divergentes, mas caso preferissem "continuar no mau caminho", iria criticá-los. Apesar da pressão, Júlio passou todo o dia envolvido em reuniões para definir as coligações para o partido em Minas, que já conta com o apoio de PPL e PHS. No sábado, durante a convenção nacional em Brasília, o PSB oficializou o acordo com PPS,PPL,PHS e PRP. A meta era repetir o mesmo arco de alianças para a disputa no estado.

Apesar de se manter ao lado dos tucanos, Lacerda descartou uma desfiliação do partido e não quis se pronunciar sobre a corrida à Presidência, posição que, segundo ele, é "pessoal" e será assumida "mais adiante". Segundo a Agência Estado, o prefeito afirmou não ter ainda conversado com Eduardo Campos sobre a sua decisão. "Na quinta-feira passada, liguei para o secretário-geral nacional do partido Carlos Siqueira, para falar que a decisão de candidatura própria prejudicaria as eleições de deputados estadual e federal. Depois disso não falei com mais ninguém, só com aqueles que estão avaliando desistir da pré-candidatura a deputados, como é o caso do presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil." Nos bastidores, há especulações de que o PSB poderá perder, pelo menos, dez das 40 candidaturas que teria com a coligação mineira ao PSDB.

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