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10 de Janeiro de 2014 - 07:00

Por Tribuna

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Cerca de 140 agentes de combate a endemias da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), que atuavam no embate à dengue, tiveram seus contratos rescindidos na última segunda-feira. Felippe Honório de Oliveira, que foi agente de combate a endemias por nove anos e está no grupo dos desligados, manifestou seu temor com o combate aos focos do Aedes aegypti. "Além de todos os pais de família que foram mandados embora, a nossa preocupação principal é com a população de Juiz de Fora. Os agentes que foram contratados não vão dar conta do serviço. São em número menor e não têm o mesmo nível de treinamento que nós", afirmou.

A Prefeitura explica que a ação foi necessária uma vez que os agentes estavam em situação irregular perante a Lei 11.551/2008, uma vez que os contratos temporários são válidos por seis meses, podendo ser prorrogáveis apenas pelo mesmo período. Sem informar prazos, o secretário de Saúde, José Laerte Barbosa, garantiu que haverá aumento no número de profissionais, já que outros agentes serão contratados pelo Ministério da Saúde e pela Secretária Estadual de Saúde. Até agora, a Administração já chamou 70 aprovados no último concurso. "A nossa ideia é reunir 263 pessoas, contando com os contratos temporários. A Secretária Estadual de Saúde será responsável por 35% do efetivo, assim como a Prefeitura. O Ministério da Saúde vai entrar com o percentual restante". Antes das demissões, havia entre 180 e 200 agentes.

"Não existe demissão em massa. Na verdade, estamos substituindo contratos já vencidos por novos profissionais concursados", explicou José Laerte. Sobre a capacitação dos profissionais, ele garantiu que os novos agentes já estão fazendo cursos, sendo monitorados por funcionários da Prefeitura e da Secretária de Saúde. "Não seriamos irresponsáveis de, numa situação tão importante, colocar pessoas sem treinamento na rua", informou Laerte.

O impasse sobre situação dos profissionais se arrasta desde dezembro do ano passado, quando a informação sobre o desligamento dos funcionários contratados teria vazado. Em represália, a categoria iniciou greve no último dia 16. Na época, foi realizada uma reunião entre a secretária de Administração e Recursos Humanos (SARH), Andréia Goreske, o secretário de Saúde, o Sinserpu e representantes da categoria. Na última segunda-feira, outro encontro entre a categoria e o Executivo foi feito, e a recisão dos contratos foi confirmada. "O nosso desejo era fazer uma demissão escalonada, mas a própria categoria não quis isso. Não posso ficar com mais de cem pessoas que não querem treinar novos profissionais, ou seja, não querem trabalhar", afirmou Laerte.

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