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18 de Junho de 2014 - 07:52

Insatisfeitos com a aliança com o PT, lideranças peemedebistas pretendem se reunir com caciques estaduais no próximo mês

Por Tribuna

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Lideranças do PMDB local ficaram insatisfeitas com a decisão das executivas nacional e estadual do partido de abrir mão da candidatura própria para apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) e o nome petista ao Governo do estado, o ex-ministro Fernando Pimentel. Após a aliança entre PT e PMDB para a disputa majoritária em Minas Gerais, firmada sábado em Belo Horizonte, o PMDB juiz-forano se reuniu na segunda-feira para debater o posicionamento da legenda na cidade. Mesmo sem uma decisão definitiva, o diretório local caminha para deixar aos seus filiados a liberdade para atuar e assumir posição durante as eleições. Já os principais quadros do partido sinalizam que não devem apoiar os candidatos do PT, mas aguardam uma reunião com as lideranças estaduais no próximo mês.

O presidente do partido em Juiz de Fora, Paulo Gutierrez, disse que planeja, para a primeira quinzena de julho, um encontro entre os quadros locais, estaduais e representantes do PMDB na chapa majoritária: o ex-ministro Antônio Andrade, candidato a vice-governador, e o empresário Josué Gomes da Silva (PMDB), filho do ex-vice-presidente da República José Alencar, candidato ao Senado. Segundo Gutierrez, o objetivo da reunião será dar às lideranças estaduais a oportunidade de colocar para os membros do PMDB juiz-forano a motivação da aliança com o PT, além dos planos do partido para o futuro, principalmente em caso da chapa de Pimentel vencer as eleições.

A aliança desagrada as lideranças locais em virtude da rusga estabelecida em entre os dois partidos na cidade. Durante encontro do PMDB local no início do ano, o prefeito Bruno Siqueira (PMDB) defendeu enfaticamente a necessidade de candidatura própria no estado, dada a impossibilidade de que sua gestão venha a apoiar um candidato petista. Apesar disso, em entrevista concedida à Tribuna, Fernando Pimentel chegou a declarar que espera contar com o apoio do prefeito, uma vez que ele é um quadro fiel a seu partido. Sobre o acordo deste fim de semana, Bruno tem preferido não se manifestar.

O PT faz oposição à Administração do prefeito peemedebista, tendo travado embates com o Executivo por meio de seus vereadores, na Câmara Municipal, e de representantes de movimentos sociais e sindicatos cujos membros são ligados à legenda. Eles frequentemente criticam o Governo municipal e promovem manifestações de repúdio à gestão. No Legislativo, a bancada petista tem se posicionado contra a aprovação de projetos de interesse do Executivo, buscando atrasar suas tramitações e propondo mais discussão dos mesmos.

O presidente da Câmara Municipal, Julio Gasparette (PMDB), participou da executiva estadual que homologou a dobradinha PT-PMDB. Ele afirma que a decisão é decepcionante, não estando a aliança, na sua opinião, à altura da grandeza do partido. "É o maior partido do Brasil, o que torna vergonhoso ele não ter candidato próprio, nem à presidência, nem ao Governo estadual. Disse isso pessoalmente ao Toninho (Antônio) Andrade." Segundo Julio, nomes de peso do partido não compareceram à convenção, entre eles muitos candidatos à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), tamanha era a certeza de que o evento serviria apenas para sacramentar a parceria com o PT.

Agora, o vereador diz não querer assumir posição no curto prazo. "Não vou me manifestar quanto a candidatos ao Governo e à Presidência da República." Outros nomes do partido, como os vereadores Antônio Aguiar e André Mariano, disseram à Tribuna que compreendem a decisão estadual, mas que ela não atende às particularidades do cenário político de Juiz de Fora e, por isso, esperam para debater melhor os anseios de seus correligionários.

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