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19 de Março de 2014 - 19:38

Por Tribuna

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A Polícia Civil apresentou nesta quarta-feira (19) maiores detalhes sobre as investigações acerca do assassinato da vereadora de Argirita, Daniela Maria Carmo Paula, ocorrido em 17 de abril do ano passado. Os trabalhos conduzidos pelo Departamento de Investigação de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DIHPP) de Minas Gerais apontaram Marcelo Evangelista Barbosa, marido da vítima, como suspeito do crime. Segundo os policiais, o homicídio foi motivado por conflitos o casal e uma relação extraconjugal. O acusado está preso desde o dia 23 de fevereiro, quando foi encaminhado para o presídio de Leopoldina após cerco policial montado próximo a Juiz de Fora.

De acordo com as investigações, o suspeito foi visto entrando na sede do Procon de Argirita, onde Daniela trabalhava. Segundo assessoria da Polícia Civil, testemunhas afirmaram ter visto Marcelo percorrendo o trajeto que leva ao Procon da cidade, que tem cerca de dois mil habitantes. Relato da delegada Alice Batello, responsável pelas investigações, explica que, ao perceber a chegada do marido, a vítima foi para o banheiro a fim de que ninguém ouvisse a discussão do casal. No local, a vereadora que tinha 32 anos foi executada com um tiro na cabeça, disparado de uma pistola 380, possivelmente com um silenciador acoplado.

Testemunhas confirmaram aos policiais que Daniela tinha o hábito de se trancar no banheiro com Marcelo para que ninguém os escutasse. As investigações também apuraram que o marido teria sido visto mexendo no celular da vítima. Há suspeitas de que ele teria apagado mensagens trocadas entre a vereadora e outro homem. De acordo com a Polícia Civil, após o crime, o suspeito foi para casa da mãe, tomou banho e lavou as roupas.

Ainda segundo informações policiais, a vítima era alvo constante de agressões do companheiro, que não aceitava o término da relação. Os dois viviam na mesma casa, mas dormiam em cômodos separados. Assim, a descoberta do relacionamento extraconjugal, seguido por pedido de separação, é apontada como a principal causa do crime pela Polícia Civil.

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