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15 de Março de 2013 - 07:00

Por Tribuna

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A possibilidade de deflagração de um movimento grevista ganha força entre os professores da rede municipal. Após nove reuniões da mesa permanente de negociação mantida entre as partes, representantes o Sindicato dos Professores (Sinpro) e da Prefeitura ainda não chegaram a um consenso sobre a adequação da carga horária da categoria à Lei do Piso. Em encontro ontem, o Executivo voltou a afirmar a intenção de destinar um terço da jornada da categoria a atividades extraclasses a partir da janeiro de 2014, sob a alegação de impossibilidades financeiras em função de o orçamento do atual exercício não contemplar a alteração. A proposta da Administração não agrada aos docentes, que podem cruzar os braços por tempo indeterminado no próximo dia 10, quando ocorrerá nova assembleia com paralisação de atividades.

Em encontro realizado ontem à tarde, a categoria deliberou pela manutenção da estratégia que, desde o último dia 5, reduz cada módulo/aula em cinco minutos, o que, na maioria dos casos, resulta em uma perda diária de 25 minutos por turno. A assembleia também deliberou pela continuidade do indicativo de greve. Sindicalistas e integrantes da Prefeitura voltam a se reunir no dia 20, quando a pauta de reivindicação da categoria, que pleiteia reajuste de 15%, deve ser discutida pela primeira vez. Segundo a diretoria do Sinpro, a paralisação de ontem teve a adesão de 91% dos docentes, enquanto a avaliação da Secretaria de Educação é de que 72% dos professores participaram da mobilização.

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