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18 de Março de 2014 - 20:17

Por Tribuna

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Estudantes da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) poderão enfrentar uma paralisação de professores neste terceiro dia do ano letivo. Segundo a Associação de Docentes de Ensino Superior de Juiz de Fora (Apes), está marcada para esta quarta-feira (19), às 9h, uma assembleia para discutir melhorias nas condições de salário, trabalho e carreira. Na ocasião, os professores irão decidir se retornarão as atividades na parte da tarde. A universidade já enfrenta a greve dos técnico- administrativos em educação (TAEs), que começou na segunda-feira, e a paralisação dos servidores administrativos terceirizados, vinculados à Classe A. Eles cruzaram os braços nesta terça em protesto contra os atrasos nos pagamentos de salários, vales transporte e alimentação desde fevereiro.

Segundo o presidente da Apes, Paulo César de Souza Ignácio, a associação está seguindo o calendário de mobilização do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes- SN), que foi definido durante congresso da entidade, realizado em fevereiro. Ele disse que está agendada para o dia 26 de março uma outra reunião, na qual será avaliada a pauta da greve de 2012, que foi suspensa. Paulo ressaltou que a classe irá retomar as estratégias de lutas e negociações daquele ano, visando a melhorias nas condições de salário, trabalho e carreira dos professores federais. "Na última semana do mês, vamos nos reunir em Brasília (DF), para avaliar o cenário nacional da rodada de assembleias. Não descartamos uma possível greve para este ano."


Empresa aguarda repasse de verba

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Asseio, Conservação e Limpeza Urbana de Juiz de Fora (Sinteac), os trabalhadores da Classe A ficarão parados até que haja o pagamento dos atrasados. Eles estiveram reunidos à tarde desta terça no sindicato, com o presidente da entidade classista, Sérgio Félix, e o procurador jurídico da Classe A, Cairo Manuel de Oliveira.

Segundo Cairo, a empresa depende do repasse realizado pela universidade para pagar os funcionários. "A empresa é pequena e não tem caixa para pagar os empregados, dependendo sempre do repasse da UFJF." Segundo a informação que o procurador tinha até a tarde desta terça, as notas da UFJF atestando os serviços prestados já estavam emitidas, cabendo ao Ministério da Educação repassar as verbas para a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que transfere o dinheiro para a universidade.

"A greve é necessária para que os trabalhadores tenham seus direitos assegurados, considerando, principalmente, que o contrato com a empresa junto à UFJF termina no dia 30 de março", disse Sérgio, após reunião que deliberou a interrupção das atividades. De acordo com a assessoria da universidade, o repasse já foi feito, e o dinheiro já está na conta da empresa, bastando a conclusão dos trâmites bancários para que nesta quarta os funcionários da Classe A recebam o que está em débito.

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