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17 de Março de 2014 - 19:55

Por Tribuna

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Profissionais ligados à Prefeitura realizaram uma assembleia à tarde
Profissionais ligados à Prefeitura realizaram uma assembleia à tarde

Professores das redes municipal e estadual de Juiz de Fora aderiram à greve nacional convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), e parte da categoria está de braços cruzados desde esta segunda-feira (17). A previsão é de que a mobilização se estenda até quarta-feira. Os profissionais ligados à Prefeitura realizaram uma assembleia à tarde, onde discutiram os 20 itens que irão integrar a pauta de reivindicação da campanha salarial 2014. A principal bandeira dos docentes será o pagamento integral do piso de R$ 1.697,37 previsto por legislação federal. O Sindicato dos Professores (Sinpro) desconsidera o argumento de proporcionalidade defendido pelo Executivo. A Lei do Piso define que a jornada máxima dos docentes é de 40 horas semanais. Em Juiz de Fora, a carga horária é de 20 horas.

A categoria também pleiteia a extensão da destinação de um terço da jornada de atividades extraclasses para outras carreiras que integram o magistério municipal, como os secretários escolares, os professores em reabilitação e os professores instrutores. Nesta segunda, o Sinpro estimou que cerca de 90% dos docentes aderiram à paralisação. A avaliação da Prefeitura é mais modesta e aponta que 70% dos profissionais cruzaram os braços. A mobilização prossegue até quarta, quando acontece um ato em frente à Secretaria de Educação. A ação deve marcar a entrega da pauta de reivindicações à Administração. Uma primeira rodada de conversas com o Executivo deve acontecer ainda este mês.

 

Rede estadual

Os professores da rede estadual em Juiz de Fora também aderiram à mobilização. Pela manhã, a categoria realizou um ato em frente ao Instituto Estadual de Educação, no Centro. A ação foi realizada em protesto à resolução do Governo de Minas Gerais que restringe a matrícula de alunos no turno da noite a alunos maiores de 18 anos ou àqueles que apresentem carteira de trabalho assinada. "Foi boa a adesão dentro das escolas. Algumas ficaram totalmente fechadas, como foi o caso do Polivalente de Benfica (Escola Estadual Presidente Costa e Silva). Na Escola Normal (Instituto Estadual de Educação), cerca de 70% das aulas ficaram paralisadas. Amanhã (terça-feira), vamos ao Ministério Público entregar um documento com denúncias referentes a problemas no ensino médio, como o fim das aulas noturnas", afirma Yara Aquino, diretora de comunicação do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE) de Juiz de Fora.

Em nota, a assessoria da Secretaria de Estado de Educação (SES) afirmou que mais de 98% dos professores que integram a rede estadual de ensino trabalharam normalmente nesta segunda. Ainda segundo a SES, "apenas 0,41% das escolas da rede estadual de ensino foram totalmente afetadas pela paralisação estadual."

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