Publicidade

27 de Maio de 2014 - 15:49

Por Tribuna

Compartilhar
 
Durante assembleia, docentes decidiram manter mobilização que já dura uma semana
Durante assembleia, docentes decidiram manter mobilização que já dura uma semana

Atualizada às 19h40

Os professores do Município, em greve desde o último dia 21, realizaram na tarde desta  terça-feira (27), a primeira assembleia após receberem a atualização da proposta salarial da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), em reunião realizada segunda-feira na sede do Executivo. Insatisfeitos com os percentuais de aumento oferecidos, os docentes mantiveram a greve e saíram em passeata pelas ruas do Centro. Para esta semana, a categoria planeja novos atos públicos, entre eles uma manifestação durante a inauguração da nova ponte sobre o Rio Paraibuna, na Avenida Brasil, em frente ao Clube Tupinambás, marcada para as 19h desta quinta-feira. A próxima assembleia do Sindicato dos Professores de Juiz de Fora (Sinpro-JF) está marcada para sexta, às 10h30, na Sociedade de Medicina.

Mais de 500 profissionais compareceram à assembleia desta terça, no Hotel Ritz, para debater a proposta do Governo. A PJF ofereceu 6,42% de aumento para todos os quadros do magistério, eliminando a disparidade de aumentos, que concedia maior reajuste aos professores dos anos iniciais de ensino - os chamados PRA-1. Entretanto, desta vez, a categoria mostrou-se insatisfeita com a forma de pagamento dos reajustes, uma vez que os docentes, conforme a nova proposta, receberiam sob forma de abono o pagamento retroativo a janeiro, após o fechamento do acordo. A partir de maio eles receberiam os 5,5% de aumento concedidos a todos os servidores, sendo que os 0,92 restantes seriam pagos em forma de abono até outubro, e incorporados aos vencimentos em novembro. A proposição foi rejeitada, e a categoria manteve o movimento grevista, tendo seguido em passeata após a reunião.

"Não é possível a Prefeitura voltar à mesa de negociação com uma proposta dessas. Queremos os 8,32% definidos pelo MEC. Temos muito a avançar em nossas negociações e, por isso, permanecemos em greve", disse, durante a assembleia, a coordenadora-geral do Sinpro-JF, Aparecida Pinto. Os profissionais aprovaram a manutenção do movimento e deliberaram pela realização de uma manifestação nesta quinta, com concentração na Praça da Estação, às 18h. O objetivo do protesto é chegar à cerimônia de inauguração da nova ponte sobre o Rio Paraibuna, onde é esperada a presença do prefeito Bruno Siqueira (PMDB) e outras autoridades.

Mais da metade dos professores presentes à assembleia saiu em passeata pelas ruas centrais da cidade, deixando a Avenida Rio Branco, descendo a Rua Floriano Peixoto e seguindo pela Avenida Getúlio Vargas até a Secretaria de Educação, localizada na Praça Antônio Carlos. De braços cruzados pelo cumprimento da lei, os profissionais pedem o pagamento integral dos R$ 1.657,42 estabelecidos por lei federal, ao passo que o Executivo opta por pagar valor proporcional à carga horária dos servidores.

A Prefeitura mantém a posição de que a proposta salarial é legal. Segundo a Administração, o aumento estabelecido pelo Governo federal não é um indexador, mas uma referência para os Municípios calcularem o quanto devem conceder de aumento aos profissionais, dada a proporcionalidade em relação ao número de horas trabalhadas. Sobre o cálculo proporcional, contestado pelos profissionais, a PJF afirma que ele se sustenta em parecer de diversos tribunais superiores, entre eles o Supremo Tribunal Federal (STF), que reconhece sua a legalidade. A Administração também reforça, por meio de nota, estar aberta às negociações não apenas com os professores, mas também com os demais sindicatos. 

Publicidade

Publicidade

Mais comentários

Ainda não é assinante?

Compartilhe

Publicidade

Encontre um tema na

Pesquisa

Edição impressa

Enquete

Você é a favor de fechamento de pista em trecho da Avenida Rio Branco para ciclovia nos fins de semana?