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02 de Junho de 2014 - 17:11

Por Tribuna

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Motivação da greve forai exposta para a população
Motivação da greve forai exposta para a população

Atualizada às 20h56

Os professores da rede municipal, em greve desde o dia 21 de maio, percorreram nesta segunda-feira (2) o Bairro Benfica, Zona Norte, para dialogar com a população sobre as reivindicações da categoria. Cerca de 80 docentes fizeram concentração no Parque Halfeld e foram de ônibus para o bairro, realizando breve ato público, às 14h, na Praça Jeremias Garcia, a principal do bairro. Depois, os servidores separaram-se e seguiram pelas principais ruas do local, expondo as motivações da greve a transeuntes, comerciantes, pais e estudantes, por cerca de duas horas. Na quarta-feira, a categoria vai ao Bairro Santa Luzia, Zona Sul, enquanto os diretores do Sindicato dos Professores de Juiz de Fora (Sinpro-JF) reúnem-se com a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), às 16h.

A principal reivindicação dos professores é pelo cumprimento integral da Lei do Piso, que prevê o pagamento de R$ 1.657,42 para todos os docentes que trabalham até 40 horas semanais. A PJF entende que, como seu quadro trabalha 20 horas por semana, deve pagar o valor proporcional do piso. Tal entendimento é refutado pela categoria, mas endossado pela Justiça. Os docentes também querem receber o reajuste de 8,32%, correspondente à atualização nacional do piso salarial, feita pelo Ministério da Educação (MEC). A Prefeitura, argumentando que a atualização do piso não é um indexador, mas uma referência para o cálculo realizado pelos Governos estaduais e municipais, oferece 6,5% de aumento.

 

 

Vigília pela educação

 

Cerca de 40 manifestantes, entre membros do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE) e integrantes de movimentos sociais, iniciaram às 17h desta segunda-feira (2) uma vigília pela educação em frente ao Instituto Estadual de Educação (IES), a Escola Normal, sem hora definida para deixar o local. O movimento busca a melhoria da educação básica no estado e a valorização dos professores, incorporando as pautas do Sind-UTE na campanha salarial da categoria, em greve desde o dia 21 de maio. Os professores querem o pagamento integral do piso, que é de R$ 1.657,42 para até 40 horas semanais de trabalho, refutando o pagamento de valor proporcional à carga horária, como faz o Governo. Também pedem progressão na carreira e uma resposta da Administração quanto ao destino de trabalhadores exonerados pela inconstitucionalidade da Lei 100. Segundo o Governo estadual, a adesão da greve é baixa e não chega a 1%, visto que o valor que os docentes recebem, dada a aceitação da proporcionalidade pela Justiça, é acima do piso nacional. Em Minas, os professores recebem R$ 1.455,30 para uma jornada de 24 horas semanais.

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