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30 de Abril de 2014 - 07:00

Por Tribuna

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Aprovado nesta terça-feira (29) em primeira discussão pela Câmara, o projeto de lei que pretende proibir o uso de máscaras ou qualquer outro tipo de artifício que impossibilite a identificação durante manifestações em locais públicos será alvo de alterações antes de retornar para discussão. Autora da proposta, a vereadora Ana Rossignoli (PDT) já adiantou que irá entrar com uma emenda substitutiva restringindo a proibição às repartições públicas municipais.

A aprovação da matéria em primeiro turno foi alvo de muita polêmica, e a peça teve voto contrário dos petistas Roberto Cupolillo (Betão) e Wanderson Castelar. O vereador Noraldino Júnior (PSC) se ausentou do plenário e se absteve da votação. Antes da discussão, com a presença de diversas lideranças sindicais, o diretório regional da Central Única dos Trabalhadores (CUT) apresentou uma carta solicitando a Ana a retirada imediata da proposta. Betão chegou a afirmar que a proibição atingiria um único alvo: os movimentos trabalhistas.

"Qual o problema de se usar máscaras? Muitas vezes, o movimento sindical faz uso disso para ironizar dirigentes patronais, prefeitos, vereadores. Como proibir uma manifestação desse tipo?", questionou Betão. Sobre a emenda que deve ser apresentada nesta quarta, o petista afirmou que a mudança tornaria a matéria ineficaz. "Entrar em uma repartição pública de máscara já é proibido."

Apesar das ponderações da bancada do PT, o projeto avançou. As lideranças sindicais mostraram insatisfação com a decisão. Integrante da executiva estadual da CUT, Oleg Abramov afirmou que as entidades cutistas estarão atentos aos nomes que votarem favoravelmente ao projeto em segunda discussão. Para ironizar uma possível aprovação da proposição, o grupo ventila a possibilidade de utilizar máscaras destes vereadores em futuras manifestações.

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