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14 de Março de 2013 - 07:00

Por Tribuna

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Campos e Aécio em conversa durante encontro de governadores
Campos e Aécio em conversa durante encontro de governadores

O governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, evitou tratar da sucessão presidencial do próximo ano após reunião, na tarde de ontem, em Brasília, sobre o pacto federativo com governadores e líderes do Congresso Nacional. Ao ser questionado quanto à sua possível candidatura, limitou-se a afirmar que "2014 a gente discute em 2014". Para ele, o momento pede que se coloque na mesa a pauta de 2013. "Quem quiser discutir 2014 que fique bem à vontade. Nós vamos discutir 13 para também ganhar 14". O discurso é o mesmo o deputado estadual Júlio Delgado (PSB), que aproveitou a presença de Eduardo Campos na Câmara dos Deputados para tratar de questões partidárias. "Vamos deixar 2014 para 2014", respondeu, quando questionado sobre o fato de ter sido apontado como potencial candidato ao Governo de Minas. Também filiado ao PSB, o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, participou da conversa. Assim como Júlio, ele também aparece na lista de possíveis concorrentes ao Executivo mineiro em 2014.

Com forte apelo eleitoral na região Nordeste, uma eventual candidatura de Júlio Delgado ou de Márcio Lacerda daria a Eduardo Campos um necessário palanque em Minas, que detém o segundo maior eleitorado do país. O problema em ambos os casos é a proximidade dos dois peso pesados do PSB mineiro com o senador Aécio Neves (PSDB), outro provável candidato à Presidência da República. O acordo que vem sendo ensaiado de forma prematura envolve o comprometimento de apoio mútuo no segundo turno, caso o tucano ou o socialista avance para próxima etapa na provável disputa com a presidente Dilma Rousseff (PT).

No caso do Governo de Minas, o candidato do Palácio Tiradentes, que pode ser o vice-governador Alberto Pinto Coelho (PP), o deputado federal Marcus Pestana (PSDB) ou ainda o presidente da Assembleia Dinis Pinheiro (PSDB), entraria no páreo, com compromisso de apoio no segundo turno, com Júlio ou Lacerda. Já o PT caminha para lançar como candidato o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel.

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