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22 de Maio de 2014 - 07:00

Professores do Município vão para as ruas no primeiro dia; docentes estaduais também iniciam mobilização, mas SEE diz que nenhuma escola ficou fechada

Por Tribuna

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Professores tomaram as ruas do Centro nesta quarta
Professores tomaram as ruas do Centro nesta quarta

O primeiro dia da greve dos professores municipais foi marcado por protestos nas ruas centrais e uma adesão maciça. Pelo balanço do Sindicato dos Professores (Sinpro), que representa os educadores ligados ao Município, 82% da categoria aderiram à paralisação iniciada nesta quarta-feira (21). O levantamento da Secretaria de Educação apontou participação de 75%. Com base nesses percentuais, o número de professores de braços cruzados foi de mais de três mil profissionais. Os docentes fizeram passeata à tarde, interrompendo parte do trânsito das avenidas Rio Branco e Getúlio Vargas por pouco mais de 40 minutos. Iniciada às 15h45, a manifestação se dispersou às 16h30, na Praça Antônio Carlos. Os educadores estaduais também iniciaram uma paralisação por tempo indeterminado nesta quarta. A Secretaria de Estado de Educação (SEE) garantiu que nenhuma escola da Superintendência Regional de Ensino de Juiz de Fora paralisou totalmente as atividades. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE) deve divulgar nesta quinta a primeira avaliação do movimento.

 

Embora em campanhas distintas, as duas categorias tem como bandeira melhorias das condições de trabalho e salariais, com base no argumento de que a Lei Nacional do Piso não é cumprida em sua totalidade nas duas esferas. Nesta quinta, professores municipais e estaduais têm agenda de mobilização na cidade. Os docentes da rede juiz-forana realizaram assembleia nesta quarta e decidiram, de forma unânime pela manutenção da greve. Segundo a direção do Sinpro, até 700 pessoas teriam participado do encontro que ocorreu no Hotel Ritz. Nesta quinta-feira à tarde, a categoria promete realizar ato na Rua Halfeld. A ação terá por intuito conscientizar a população acerca das demandas dos servidores. Às 17h30, o grupo pretende seguir para a Câmara Municipal, a fim de protestar contra um projeto de lei apresentado pelo líder de Governo, o vereador Luiz Otávio Coelho (Pardal, PTC). Em tramitação, o dispositivo prevê que os diretores de escolas municipais informem ao Ministério Público situações de matrículas em que não conste o nome do pai na certidão de nascimento do aluno. O Sinpro considera que a medida gera uma incumbência a mais para os profissionais do magistério.

 

Índice único

À tarde, o Sinpro e a Prefeitura têm nova rodada de negociação. Mais uma vez, o principal tema da discussão deve ser o índice de reajuste dos subsídios. Na semana passada, os professores rejeitaram proposta apresentada pelo Executivo municipal, que indicou aumento de 6,42% para os professores dos anos iniciais de ensino (PRA-1), e recomposição salarial de forma escalonada para os demais docentes. Assim, primeiramente, seria concedido índice de 3,32%, referente ao período de maio a dezembro de 2013. Em um segundo momento, tão logo fosse definido o índice único que está sendo discutido com os demais servidores do Município, a diferença seria somada ao percentual inicialmente concedido aos trabalhadores. Nesta quarta, a Prefeitura apresentou, em reuniões com os sindicatos dos médicos, odontologistas e engenheiros, o percentual de 5,5% para reajuste salarial. O índice é retroativo a maio de 2013. A partir de novembro, seria acrescida a diferença, para se chegar a 6,5%, superior ao percentual acumulado pelo IPCA, de maio de 2013 a abril de 2014, de 6,28%. O Sinpro reivindica reajuste de 8,32%, índice utilizado pelo Ministério da Educação para a correção do piso salarial dos professores da educação básica, que passou para R$ 1.697 a partir de janeiro.

 

Rede estadual

Os professores da rede estadual também terão agenda de mobilização durante todo o dia. Diretora do Sind-UTE em Juiz de Fora, Victória de Fátima de Mello confirmou para a manhã desta quinta um ato na feira livre do Bairro Monte Castelo, a partir das 8h. À tarde, às 17h, os grevistas se reúnem no Sindicato dos Bancários. O encontro terá a presença da coordenadora-geral do Sind-UTE em todo estado, Beatriz Cerqueira. De acordo com a SEE, haverá nova reunião com o sindicato no próximo dia 27. No mesmo dia, os docentes municipais realizam nova assembleia. O argumento das duas categorias é o de que as greves têm por intuito forçar Governo e Prefeitura a negociar. Por outro lado, os Executivos municipal e estadual afirmam que o canal de diálogo com as representações sindicais está aberto de forma permanente.

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