Previsto para ser inaugurado no primeiro semestre de 2014, conforme estimativa do secretário de Estado da Saúde, Antônio Jorge Marques, o Hospital Regional de Urgência e Emergência, no Bairro São Dimas, terá suas obras retomadas a partir de maio. A licitação para contratação de empresa de engenharia para concluir a edificação foi lançada nesta sexta-feira (15) pela Prefeitura de Juiz de Fora. O valor estimado para a finalização da infraestrutura é de R$ 63.786.658,54. A Comissão Permanente de Licitação (CPL) informou que, dada a nova ordem de serviço, a empresa terá prazo de 18 meses para finalizar a construção. O canteiro de obras havia sido desmobilizado em outubro do ano passado devido a problemas de gestão da empreiteira, que havia recebido recursos da ordem de R$ 28 milhões. A nova unidade contará com 240 leitos para atendimentos de urgência e emergência de cerca de 94 municípios da região, cobrindo uma população de, pelo menos, um 1,6 milhão de pessoas.
Os recursos necessários para a finalização da unidade foram assegurados pelo Governo de Minas. No início do ano, durante visita ao local, Antônio Jorge afirmou que, apesar dos problemas enfrentados devido à gestão da empresa responsável, a obra estava em bom estado. A proposta é de que as UPAs (unidades de pronto atendimento) e o hospital trabalhem de forma conjunta. A orientação do secretário é para que o cidadão procure a UPA para atendimento de urgência e emergência e, constatando necessidade de alta complexidade, ele será encaminhado para a unidade hospitalar. O mesmo procedimento será feito pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que ainda este ano terá sua sede transferida para o entorno do hospital. Para isso, segundo José Laerte, será dada prioridade à parte do empreendimento que vai hospedar o serviço, que, além de ambulâncias, vai ainda oferecer suporte para operação de helicópteros.
Mesmo com a expectativa de conclusão do Hospital Regional, a prioridade da atual gestão será dada à atenção primária. Diagnóstico feito nos dois primeiros meses de administração apontou o setor como o mais problemático. De acordo com o Secretário de Saúde, José Laerte, as pessoas e os agentes estão desmotivados, o que demanda um trabalho de recursos humanos. Além disso, há problemas como carência de manutenção e reparos nas unidades de atenção primária à saúde (Uaps), desabastecimento de medicamentos e materiais, demanda reprimida de marcação de consultas, que somente nas especialidades de ortopedia e oftalmologia ultrapassam 15 mil.




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