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15 de Março de 2013 - 21:30

Com recursos assegurados pelo Governo de Minas, edital foi lançado na sexta com previsão de início das obras em maio

Por Tribuna

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Após ficar pronto, Hospital deve oferecer 240 leitos
Após ficar pronto, Hospital deve oferecer 240 leitos

Previsto para ser inaugurado no primeiro semestre de 2014, conforme estimativa do secretário de Estado da Saúde, Antônio Jorge Marques, o Hospital Regional de Urgência e Emergência, no Bairro São Dimas, terá suas obras retomadas a partir de maio. A licitação para contratação de empresa de engenharia para concluir a edificação foi lançada nesta sexta-feira (15) pela Prefeitura de Juiz de Fora. O valor estimado para a finalização da infraestrutura é de R$ 63.786.658,54. A Comissão Permanente de Licitação (CPL) informou que, dada a nova ordem de serviço, a empresa terá prazo de 18 meses para finalizar a construção. O canteiro de obras havia sido desmobilizado em outubro do ano passado devido a problemas de gestão da empreiteira, que havia recebido recursos da ordem de R$ 28 milhões. A nova unidade contará com 240 leitos para atendimentos de urgência e emergência de cerca de 94 municípios da região, cobrindo uma população de, pelo menos, um 1,6 milhão de pessoas.

Os recursos necessários para a finalização da unidade foram assegurados pelo Governo de Minas. No início do ano, durante visita ao local, Antônio Jorge afirmou que, apesar dos problemas enfrentados devido à gestão da empresa responsável, a obra estava em bom estado. A proposta é de que as UPAs (unidades de pronto atendimento) e o hospital trabalhem de forma conjunta. A orientação do secretário é para que o cidadão procure a UPA para atendimento de urgência e emergência e, constatando necessidade de alta complexidade, ele será encaminhado para a unidade hospitalar. O mesmo procedimento será feito pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que ainda este ano terá sua sede transferida para o entorno do hospital. Para isso, segundo José Laerte, será dada prioridade à parte do empreendimento que vai hospedar o serviço, que, além de ambulâncias, vai ainda oferecer suporte para operação de helicópteros.

Mesmo com a expectativa de conclusão do Hospital Regional, a prioridade da atual gestão será dada à atenção primária. Diagnóstico feito nos dois primeiros meses de administração apontou o setor como o mais problemático. De acordo com o Secretário de Saúde, José Laerte, as pessoas e os agentes estão desmotivados, o que demanda um trabalho de recursos humanos. Além disso, há problemas como carência de manutenção e reparos nas unidades de atenção primária à saúde (Uaps), desabastecimento de medicamentos e materiais, demanda reprimida de marcação de consultas, que somente nas especialidades de ortopedia e oftalmologia ultrapassam 15 mil.

 

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