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17 de Maio de 2014 - 07:00

Por Tribuna

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Manifestantes seguiam com faixas e bandeiras
Manifestantes seguiam com faixas e bandeiras

Os servidores grevistas da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) podem voltar a fechar o Restaurante Universitário (RU) a partir da próxima semana. A decisão será definida na segunda-feira pela manhã, quando a categoria irá se reunir na unidade central do RU. Nesta sexta-feira (16), cerca de 50 técnicos administrativos fizeram protesto em frente à unidade de Santa Catarina do Hospital Universitário (HU). De greve há mais de 60 dias, devido à falta de acordo com o Governo federal em sua negociação salarial, os trabalhadores também se manifestaram contra a administração do HU pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). Eles deixaram a unidade de Santa Catarina e desceram a Avenida dos Andradas, encerrando a passeata em frente ao Museu de Arte Murilo Mendes (MAMM).

Desde o início do movimento grevista, o Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino no Município de Juiz de Fora (Sintufejuf) já fechou diversas unidades da UFJF, tais como reitoria, restaurante e bibliotecas. Estes últimos funcionam em regime parcial, após reabertura determinada pela Justiça, mas podem voltar a serem fechados integralmente. Esta semana, o comando de greve deliberou o fechamento da Biblioteca Central, na quarta-feira e, a partir de segunda-feira, devem parar de funcionar as unidades setoriais.

Na próxima reunião, marcada para segunda-feira, às 9h, a categoria vai discutir o fechamento do RU do campus, que foi reaberto no último dia 5. Os técnicos administrativos pedem a fixação de uma data base para garantia de correção salarial acima da inflação, além de maior isonomia em relação aos ganhos dos técnicos que prestam serviços para outros órgãos federais. O Governo tem a proposta dos servidores em mãos e sinalizou para a classe uma resposta em 15 dias, que será analisada pelo Sintifejuf.

Em relação à Ebserh, a categoria entende que a adesão da UFJF prejudica a sociedade e os funcionários públicos. A UFJF, entidade à qual o hospital é vinculado, assinou o contrato de adesão à empresa em abril do ano passado, após decisão do Conselho Superior (Consu), que aprovou o novo modelo de gestão para o hospital. Os profissionais são contra a adesão por considerarem-na privatização dos serviços oferecidos, que são de natureza pública, uma vez que a Ebserh é uma firma de capital privado. "O hospital foi construído e equipado com dinheiro público e, portanto, deve ser administrado diretamente pela UFJF, empregando servidores federais concursados. Não por uma empresa de direito privado", afirma o presidente do Sintufejuf, Paulo Dimas.

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