Publicidade

08 de Abril de 2014 - 21:06

Paralisação de técnico-administrativos completa 23 dias. Docentes cruzam os braços por um dia

Por Renato Salles

Compartilhar
 
Técnico-administrativos se reuniram em assembleia
Técnico-administrativos se reuniram em assembleia

Os técnico-administrativos da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) decidiram nesta terça-feira (8) pela manutenção da greve da categoria. Iniciada no dia 14 de março, a mobilização chega a 23 dias. Reunidos em assembleia, os grevistas deliberaram pela participação dos servidores em um ato que será realizado na tarde de quinta-feira, Campus da UFJF, mesmo dia em que os professores da universidade e do Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais (IF Sudeste MG) paralisam suas atividades.

A ação foi convocada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) e tem por objetivo ocupar o saguão da Reitoria para discutir questões pertinentes à instituição. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das instituições Federais de Ensino de Juiz de Fora (Sintufejuf) e o DCE, o grupo espera ainda a adesão dos docentes ao protesto. Coordenador-geral do Sintufejuf, Paulo Dimas afirma que a ação desta quinta tem por objetivo esclarecer aos demais segmentos da comunidade acadêmica as razões da greve, que motivou o fechamento de várias unidades da UFJF. Desde o início da paralisação, serviços como os dos restaurantes universitários, da Biblioteca Central, do Museu de Arte Murilo Mendes (MAMM) e de transporte interno estão comprometidos. Segundo o sindicato, a adesão ao movimento grevista dos técnico-administrativos chega a 80% da categoria. Os grevistas reivindicam o pleno cumprimento de acordo firmado com a categoria em 2012, prevendo progressão na carreira e maior isonomia em relação aos vencimentos de outros técnicos que integram o quadro do funcionalismo federal. Os servidores lutam ainda pela restituição de uma data-base para os profissionais.

Em nota, a UFJF afirma que "respeita a mobilização dos técnico-administrativos em educação e compreende que a greve interfere no cotidiano da Universidade ao interromper a prestação de determinados serviços, como Restaurante Universitário, bibliotecas e Central de Atendimento. A Administração Superior acompanha, com atenção, as negociações entre os servidores e o Governo federal, esperando que se chegue a um acordo em espaço de tempo mais breve possível".

 

Conscientização

Assim como os servidores prometem fazer amanhã, professores ligados à UFJF e ao IF Sudeste realizaram ações de conscientização no campus nesta terça. Os docentes distribuíram kits com informações da mobilização nacional capitaneada pelo  Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), além de questões pertinentes à realidade local. O principal objetivo do ato, que será repetido nesta quarta, é o de mobilizar a categoria para a paralisação programada para amanhã. 

"A paralisação é um dos processos de mobilização. O desdobramento disso dependerá da postura do Governo (federal) e da disposição geral dos professores em todo o país. A greve segue no horizonte", explica o presidente da Associação de Docentes de Ensino Superior de Juiz de Fora (Apes), Paulo César de Souza Ignácio. O movimento dos docentes aponta três frentes de luta: reestruturação de carreira, valorização salarial, melhores condições de trabalho e maior autonomia das instituições universitárias.

Publicidade

Publicidade

Mais comentários

Ainda não é assinante?

Compartilhe

Publicidade

Encontre um tema na

Pesquisa

Edição impressa

Enquete

Você acha que os resultados do programa "Olho vivo" vão inibir crimes nos locais onde estão as câmeras?