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10 de Junho de 2014 - 16:35

Por Tribuna

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Docentes se concentram em frente à Câmara
Docentes se concentram em frente à Câmara

Atualizada às 22h23

Os servidores da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) aprovaram nesta terça-feira (10) à noite uma paralisação de protesto na próxima quarta-feira, dia 18. A decisão foi aprovada em assembleia do Sinserpu, na Sociedade de Medicina, e sinalizou a rejeição da proposta enviada pelo Executivo à categoria. Os trabalhadores reivindicam reposição da inflação, 10% de recomposição de perdas salariais, 5% de ganho real e tíquete-alimentação de R$ 300. A PJF propõe reajuste salarial de 6,5% a partir de maio e aumento de 13,3% no tíquete-alimentação, passando para R$ 170. O movimento envolve um quadro de cerca de 16 mil trabalhadores. 

 "A categoria considerou a possibilidade de mais uma greve. Porém, o sindicato entende que ainda não é o momento para tomar uma atitude como esta", ressaltou o presidente do Sinserpu, Amarildo Romanazzi. No dia da paralisação, a categoria realiza mais uma assembleia, marcada para às 10h, em frente à Câmara Municipal. "Queremos chamar a atenção para o descaso que a Prefeitura vem tendo com o servidor público", pontuou. Após a assembleia, os servidores saíram em passeata pelas ruas do Centro até a Câmara. Em nota, a secretária de Administração e Recursos Humanos, Andréia Goreske, informou que o esforço feito pela PJF observa os limites orçamentários e financeiros para possibilitar o reconhecimento de todas as categorias. "Tudo que pôde ser concedido foi apresentado nas mesas de negociação, como o índice único de reajuste e os cronogramas com datas para início e término de estudos", destacou.

 

Professores

Mais cedo, os professores da rede municipal decidiram, em assembleia no Ritz Hotel, pela permanência da greve. Os docentes avaliaram a última proposta do Executivo, que reiterou o reajuste de 6,5%, a partir de 1º de maio para todos os servidores e 6,42%, referente aos meses de janeiro a abril de 2014, a ser pago como forma de abono, em parcela única, em agosto deste ano. A PJF garantiu a seleção competitiva interna para a carreira dos secretários escolares ainda este ano. A categoria reivindica, agora, a forma de pagamento da diferença de 1,82%, referente ao aumento de 8,32% aplicado pelo Ministério da Educação ao piso nacional,  e o estudo para viabilizar a redução da carga horária para 30 horas semanais dos secretários escolares. Após a reunião, a categoria seguiu em passeata pela Avenida Rio Branco em direção à Câmara. Segundo a Polícia Militar (PM), cerca de 300 pessoas acompanharam a movimentação. O comando de greve do Sinpro-JF foi recebido pelo presidente da Câmara, Julio Gasparette (PMDB), que irá, juntamente com a Comissão de Educação da Casa, articular junto ao prefeito Bruno Siqueira (PMDB), uma forma de otimizar o pagamento desta diferença. 

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