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10 de Julho de 2012 - 15:06

Movimentação começou na manhã desta terça. Técnico-administrativos querem formalização de apoio do reitor à greve

Por Felipe Mussel

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Ocupação teve início às 11h desta terça-feira (10)
Ocupação teve início às 11h desta terça-feira (10)

Cerca de 30 técnico-administrativos da UFJF, entre servidores da ativa e aposentados, iniciaram a ocupação da reitoria da instituição no final da manhã desta terça-feira (10). A expectativa é de que aproximadamente 100 manifestantes acampem no local e façam uma vigília de, pelo menos, 36 horas. A movimentação acontece na véspera de completar um mês de greve da categoria. Com faixas, cartazes e entoando palavras de ordem, os servidores federais de Juiz de Fora endossam o coro dos trabalhadores de outras 61 instituições de ensino federal também paralisadas, de acordo com o último levantamento divulgado pelo Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino de Juiz de Fora (Sintufejuf).

Conforme o coordenador geral do sindicato, Lucas Simeão, um dos principais objetivos do ato é conseguir a formalização de apoio da instituição e do próprio reitor Henrique Duque, por meio de documento assinado. No entanto, segundo a assessoria de comunicação da UFJF, o reitor está em Brasília desde ontem, respondendo a uma convocação da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). Simeão também disse que, apesar de as ações estarem sendo realizadas de forma pacífica, o movimento pode radicalizar caso o Governo insista na atual posição e não avance nas negociações.

Mais cedo, às 9h, em assembleia realizada no anfiteatro do Hospital Universitário (HU) - Unidade Santa Catarina, foram repassadas as ações do Comando Nacional de Greve desenvolvidas na capital federal. Entre elas está o encontro de representantes dos servidores com o ministro da Educação, Aloísio Mercadante, que deverá auxiliar as negociações salariais da categoria junto ao Ministério do Planejamento. Ainda durante a reunião na cidade, o comando local também tratou dos entraves a uma maior adesão dos servidores alocados no HU.

Em seguida, por volta das 11h, os trabalhadores chegaram à reitoria, no Campus da UFJF, onde afixaram faixas e cartazes na estrutura do prédio. Estudantes e membros do Diretório Central dos Estudantes (DCE) também participaram da ocupação. Durante a tarde, os grevistas pretendem visitar as faculdades para interromper o funcionamento das bibliotecas setoriais, a exemplo do que foi feito na unidade central.

Assim como no bloqueio do Pórtico Norte, realizado no final da tarde de ontem, e da vigília das reitorias, outras ações conjuntas estão sendo programadas em nível nacional. Entre os dias 16 e 20 deste mês, uma marcha e um acampamento serão realizados na Esplanada dos Ministérios. Na ocasião, será feita uma plenária nacional com integrantes de todas as instituições federais de ensino que aderiram ao movimento.

Dificuldades na adesão

Ao contrário do que esperavam muitos servidores que cumpriam horário na reitoria, o movimento não forçou a interrupção das atividades. "Esta vigília tem como objetivo dar visibilidade para as nossas reivindicações. Sabemos das necessidades essenciais e não é do nosso interesse prejudicar os alunos, sobretudo os bolsistas que dependem desta remuneração", esclareceu o coordenador geral do Sintufejuf, Lucas Simeão. Segundo ele, existe uma série de serviços que não podem ser interrompidos como, por exemplo, o fornecimento de documentação para recém-formados. "Um aluno que é aprovado em algum concurso público precisa de documentação para tomar posse. Este tipo de atendimento está sendo feito com autorização prévia do comando de greve."

O Hospital Universitário é outro setor onde a adesão é baixa. De acordo com a assessoria de imprensa do Sintufejuf, o fato é justificável pois, no início da paralisação, o órgão funcionava com quase 100% de sua capacidade de atendimento. Atualmente a unidade funciona com 65% de seu potencial. A meta do comando de greve é chegar aos 30%, mantendo o funcionamento mínimo previsto em lei.

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