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31 de Maio de 2014 - 07:00

Prefeitura nega pertinência dos números e garante que orçamento é não comporta aumento maior

Por Tribuna

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Professores fizeram nova assembleia na manhã desta sexta
Professores fizeram nova assembleia na manhã desta sexta

Os professores da rede municipal realizaram assembleia e manifestação na manhã desta sexta-feira (30), um dia após marcarem presença, com ato público, na inauguração da Ponte Luiz Ernesto Bernardino Alves Filho sobre o Rio Paraibuna. Os docentes discutiram a reunião do Sindicato dos Professores de Juiz de Fora (Sinpro-JF) com a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), realizada na noite anterior, que resultou em poucos avanços nas negociações salariais. Em seguida, os cerca de 300 profissionais, que se reuniram na Sociedade de Medicina, deixaram o local e fizeram manifestação pelas vias do Centro, percorrendo as ruas Braz Bernardino, Batista de Oliveira, São João e Marechal Deodoro, e encerrando o percurso no Parque Halfeld, em frente à Câmara Municipal. A greve completa dez dias neste sábado.

Os docentes disseram ter apresentado ao Executivo as contas do sindicato quanto aos recursos municipais para a educação. Segundo o cálculo do Sinpro, é possível, dentro do que dispõe a PJF, serem concedidos aos professores os 8,32% reivindicados de aumento, correspondentes à atualização nacional do piso. Segundo estimativa do secretário de Finanças do Sinpro-JF, José Roberto Abou Kalam, se somados os recursos do Fundeb àqueles provenientes de percentuais obrigatórios que incidem sobre impostos e tributos do Município, a Prefeitura contaria com mais de R$ 250 milhões a serem destinados à educação.

Ainda segundo José Roberto, a atual folha salarial do magistério municipal é de R$ 190 milhões e passaria a R$ 208 milhões caso o Executivo reajuste os vencimentos em 5,5%, conforme tem sido oferecido a todas as categorias, e a pouco mais de R$ 212 milhões se for pago o percentual requerido pelos profissionais. "Dinheiro não falta. A questão é política, porque a Prefeitura não quer pagar o piso em virtude de tudo o que ele representa para a luta dos sindicatos e dos trabalhadores", disse Kalam.

A PJF rebateu as afirmações da direção do Sinpro, tendo afirmado, por nota, que os cálculos do sindicato são improcedentes e que o pagamento aos professores demandará R$ 212 milhões se aplicados os 5,5%, gerando despesas não previstas no orçamento caso seja aplicado o valor pleiteado pelo magistério. Tal despesa impactaria a concretização de outros projetos que constam no orçamento municipal, como a manutenção de escolas. A titular da Secretaria de Administração e Recursos Humanos (SARH), Andreia Goreske, disse ainda que o plano de carreira dos professores permite diversas formas de progressão salarial, não sendo tão simples o cálculo da folha salarial. "O plano de cargos e salários permite diversas progressões horizontais e por graduação, o que aumenta o ônus do Poder Público a cada percentual de reajuste."

Após a reunião, os membros do sindicato deixaram a Sociedade de Medicina e fizeram manifestação pelas ruas do Centro. À frente do protesto, foi colocada uma caminhonete que, na caçamba, trazia um ator representando um "bebê chorão", em alusão ao prefeito Bruno Siqueira (PMDB). Segundo os professores, Bruno se recusa a pagar a integralidade do piso nacional do magistério, estabelecido pela Lei do Piso. A SARH, que tem conduzido as negociações com todas as categorias do quadro municipal, reiterou estar aberta a ouvir e considerar as reivindicações do magistério, tendo, no ano passado, acatado a reivindicação pela jornada extraclasse estabelecida em um terço da carga horária do magistério.

As próximas atividades da categoria estão agendadas para a semana que vem, com protestos agendados nos bairros, reunião com a PJF às 18h de terça-feira e assembleia na quarta-feira, novamente na Sociedade de Medicina, às 15h.

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