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24 de Junho de 2014 - 10:20

Por Tribuna

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Assembleia aconteceu em frente à Câmara Municipal
Assembleia aconteceu em frente à Câmara Municipal

Os servidores da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) representados pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserpu), votaram nesta terça-feira (24) pela aceitação da contraproposta apresentada pelo Executivo na última segunda-feira (23), que manteve o índice único de 6,5% para todas as categorias a partir de maio de 2014, aumento de 16,6% no vale alimentação, que passou de R$ 150 para R$ 175, além da adequação do valor da parcela fixa para R$ 80, paga para servidores com mais de três abonos médicos.

Com esta decisão, caiu por terra a possibilidade de um novo movimento grevista a ser enfrentado neste ano pelo Executivo, tal como o iniciado pelos profissionais do magistério municipal em maio, que permaneceram em greve por 29 dias. Entretanto, nesta terça-feira (24), os servidores paralisaram suas atividades e, segundo estimativa do sindicato, o índice de adesão chegou aos 40%, o mesmo registrado na semana passada. Já para a Prefeitura, apenas 2% dos trabalhadores não compareceram.

A decisão foi tomada pela manhã, quando cerca de 300 trabalhadores, segundo estimativa da Polícia Militar (PM), se reuniram em assembleia em frente às escadarias da Câmara Municipal e aprovaram, em votação apertada, pelo encerramento do movimento. Para o presidente do Sinserpu, Amarildo Romanazzi, mesmo com a proposta distante do pleito inicial - correção inflacionária, mais 5% de ganho real e 10% de aumento referente a perdas salariais dos últimos anos, e aumento de 100% no vale alimentação - foram obtidos vários ganhos. Entre eles estão a reestruturação salarial de 42 categorias (dos níveis quatro a oito, que recebem salários entre R$ 800 e R$ 2.300), que terão aumento de 3% em novembro, o estudo para a adequação do plano de carreira dos agentes comunitários de saúde, além do comprometimento da PJF para a abertura de concurso no segundo semestre deste ano.

Amarildo ressalta que houve um sentimento de insatisfação por parte da categoria em estender o movimento, muito em função de uma minoria se mobilizar em prol de muitos outros trabalhadores que não aderiram às paralisações. "Durante a campanha salarial, houve uma crescente no número de comparecimento às assembleias, mas temos muitos servidores que se sentiram acuados em aderir ao movimento." Segundo o presidente, o sindicato volta a se reunir com a Prefeitura no dia 8 de julho, para iniciar as conversas em relação à situação dos agentes de saúde.

A secretária de Administração e Recursos Humanos, Andréia Goreske, pontua que o momento serve para realizar um balanço a respeito das campanhas salariais, sobretudo quanto à abertura de diálogo pela Prefeitura. "Procuramos estabelecer um índice único de 6,5%, acima do IPCA, para todas as categorias, e atender às demandas específicas de cada uma delas. No caso do Sinserpu, com o qual realizamos 13 reuniões, destacamos que algumas conquistas históricas foram obtidas, sobretudo quanto à recomposição salarial dos servidores de nível médio, que havia sofrido perdas nos últimos anos."

 

Outras categorias aguardam posicionamento

Se as campanhas salariais dos professores e servidores chegaram ao fim, outras categorias ainda não finalizaram as negociações. Médicos, odontologistas e engenheiros aguardam definições do Executivo. Os médicos, por exemplo, se reuniram na noite de ontem, em assembleia na Sociedade de Medicina, para debater sobre o índice de 6,5% já apresentado e outros pleitos. Segundo o presidente do Sindicato dos Médicos, Gilson Salomão, a categoria quer melhorias na atenção primária, secundária e na urgência e emergência, além das gratificações e estruturação do plano cargos e salários.

O presidente do Sindicato dos Odontologistas, Fernando Farineli de Souza, explicou que o índice de 6,5% já foi aceito, assim como a recomposição salarial de 3,23% a ser incorporada no piso da categoria em janeiro, como forma de complementar a defasagem de 25% em relação aos vencimentos dos profissionais de curso superior que cumprem 40 horas semanais. Segundo Fernando, dois outros pontos ainda estão em abertos, como a redução da carga horária de 20 horas semanais para 12 horas e meia para atendimento e outras sete horas e meia para estudo, para especialistas, e a implantação imediata das equipes de saúde bucal no Programa Saúde da Família (PSF). 

O diretor administrativo da regional Zona da Mata do Sindicato dos Engenheiros do Estado de Minas Gerais (Senge-MG), Fernando José, destaca que aguarda o agendamento junto à PJF para a discussão de pautas específicas da categoria. "Tivemos apenas a apresentação do índice e, como temos acompanhado em outros sindicatos, nossa pauta ainda não obteve avanço." Segundo a Prefeitura, uma nova reunião com o Sindicato dos Médicos está agendada para o dia 1° de julho, enquanto o encontro com os odontologistas e engenheiros deve ser marcado até o fim desta semana. 

 

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